quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Lançamento do Livro + Showcase do concerto > PALUÍ > 3 FEV > 16H00

Com Helena Caspurro 
Composição e interpretação musical  

Pedro Carvalho de Almeida 
Imagens e projecção

(saber mais)

Exposição View in Town > André Kuzer > Inauguração: 7 FEV > 18H30 — até 4 MAR

VIEW IN TOWN de ANDRÉ KUZER

São fotografias a cores, em formato grande, escolhidas pelos curadores, António Monteiro e Francisco Amaral, entre um acervo de milhares registadas nos últimos 25 anos um pouco por todo o mundo.André Kuzer, arquitecto, nasceu em Coimbra, mas realizou os seus estudos em Lisboa e Madrid. Antes de iniciar a sua formação já fotografava, passando depois a usar esta técnica como registo de imagens, tal como se desenvolvesse um eterno sketchbook. Por este motivo define-se a si próprio como um “coleccionador de Imagens”.Até ao seu recente regresso a Portugal, como arquitecto trabalhou em Genebra, Londres, St. Catarina (Brasil) e S. Paulo. Sendo um viajante incansável, o seu olhar foi captando essencialmente volumes, “landscapes”, pormenores diversos em que a figura humana só surge pontualmente como definidora de escala. São fotografias que recuperam a alegria da componente fortemente gráfica das obras.Curiosamente é a primeira exposição em que o autor aceitou envolver-se pessoalmente na sua concepção, depois de duas anteriores – Dumfries (Escócia) e Milão, onde apenas autorizou a terceiros a utilização de alguns registos.

Os trabalhos expostos revelam as fotografias de um arquitecto e não tanto “fotografias de arquitecto”. São trabalhos que revelam o fascínio pela descoberta de novos locais, mas não são fotos de viagem.Estão incluídas imagens captadas em Antuérpia, Barcelona, Biarritz, Bogotá, Budapeste, Cantão, Chicago, Cidade do México, Coimbra, Dublin, Florença, Frankfurt, Leon, Lucerna, Marraquexe, Marselha, Merzouga (deserto do Sahara), Natal, Roma, Ronchamp, Saragoça, Santiago do Chile, Singapura, S.Paulo, Transilvânia (Roménia), Vilnius.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lançamento > Voltar a ti > José Rodriques > 27 JAN > 16H00


Exposição de Pintura Stencil > Rostos Intemporais > Sérgio Clemente > 10 — 29 JAN


Concerto com Bay's Leap > Carlos Zingaro > 2 FEV > 21H30



São poucas as pessoas que tocam musica de improviso e que são considerados 'maestro' mas, em Lisboa, há uma destas raridades: o violinista Carlos 'Zingaro' Alves. Técnica, criatividade e musicalidade são os atributos que justificam este titulo.
Ler Devagar tem o orgulho de receber o encontro musical do nosso 'Zingaro' e o trio Londrino, Bay's Leap. Sobre o álbum 'Swans over Dorking', a seguinte critica por Adam Barusch:
“The beauty of this music is, among other things, its accessibility to a relatively wide audience, without any compromise as to its aesthetic and artistic valour. It is good to see that the British tradition of Improvised Music is alive and kicking in spite of the harsh conditions surrounding creativity and individualism.
I can only recommend this wonderful album to all true music connoisseurs, regardless of their default musical inclinations. This music is able to penetrate the barriers of unfamiliarity and outlandishness by sheer power of its beauty and unadulterated ingenuity.”
Alguns ouvintes comparam Bay's Leap com o trabalho de Gunther Schuller e a sua noção de 'Third Stream', uma fusão de Jazz e musica Clássica Contemporânea, uma ligação escondida que está por de trás da maioria da musica improvisada - possivelmente até música que se mova na direção oposta. Os Bay's Leap não se consideram parte deste 'Third Stream' mas conseguem explorar esta mesma síntese musical. Veteranos do mundo de musica improvisada no Reino Unido ainda se surpreendem pelo facto de Bay's Leap tocarem musica improvisada e não composições previamente arranjadas. 
O encontro com 'Zingaro' traz violino ao já experiente trio de violoncelo, clarinete e piano fazendo com que haja grande potencial para chegar ao luxuoso mundo sonoro de 'chamber group sound'. Como em todas as colaborações há um certo elemento de risco mas é isto que faz com que este evento seja único e significante. Este encontro também reúne o clarinetista Noel Taylor, agora residente em Lisboa, com 'Zingaro' tal como no MIA Festival em Atouguia da Baleia. O ultimo encontro foi memorável tanto para os músicos como para o publico e o reencontro destes músicos e a junção dos restantes membros de Londres em Lisboa pela primeira vez torna este concerto numa ocasião imperdível para os amantes de musica improvisada.



sábado, 2 de dezembro de 2017

Concerto > Chico Salem > 09 DEZ > 17H30


Chico Salem – "Voz e Violetas”

Actuando na banda de Arnaldo Antunes (Tribalistas) há 18 anos, Chico Salem traz a Portugal o show de seu segundo disco solo “Maior ou igual a Dois”, um álbum repleto de parcerias com amigos (como Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes) e de participações especiais (como Manuela Azevedo – “Clã).
Após duas apresentações em Lisboa e Porto em 2016, Chico Salem volta a Portugal com esse show intimista num formato voz e violão, onde apresenta, de uma maneira nua e crua, canções de seus dois álbuns e algumas versões de canções que fazem parte de seu “baú de referências”. Roupagem esta que permite um mergulho na intimidade do artista e na proximidade de Salem com o público.
O mote do CD e dos shows são os encontros musicais que aconteceram ao longo da extensa carreira do artista e os frutos gerados por esses encontros.
Nos show em Portugal o cantor convidará artistas locais promovendo a intersecção dessas duas carreiras e obras. (dependendo de disponibilidade do convidado).
Chico Salem é multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor musical. A parceria de longa data com Arnaldo Antunes rendeu várias composições e shows pelo Brasil e pelo mundo. O músico não só toca guitarra na banda do ex-Titãs, mas também produziu o disco Ao Vivo no Estúdio, que recebeu o Prêmio TIM 2008 de melhor álbum de pop/rock.
Durante os seus 22 anos de carreira, Chico Salem já teve a oportunidade de subir ao palco ao lado de artistas como Luiz Melodia, Marina Lima, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Elza Soares, Zeca Baleiro, Emicida, Adriana Calcanhoto, Nando Reis, Branco Mello e Erasmo Carlos, entre outros. Em 2002, ele lançou o primeiro disco-solo. Intitulado 01, o álbum teve produção de Alê Siqueira (Tribalistas).

www.chicosalem.com.br
www.facebook.com/chicosalembr
https://www.youtube.com/watch?v=9n3u5ifRDkA
https://www.youtube.com/watch?v=9MVZC7q16xQ
https://www.youtube.com/watch?v=y055OJzsvIk

Workshop > Brincadeiras de Natal > WonderScience > 08 DEZ > 16H00


Concerto de Ano Novo > Arts2Science > 07 JAN > 16H30


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Performance Transe > 29 NOV > 18H00



Instalação / Performance
TRANSE

A palavra transe vem do verbo “entrega de si”. O artista imerso em suas próprias águas, trazendo de lá a cena do seu corpo, as imagens impressas na tela. Nesse sentido, é uma epifania que dá vazão ao inconsciente sendo assim, mais do que um processo de criação.
Volume e percepções alcançados voluntariamente pelo artista
Resposta fisiológica e focada em situações em que o artista se submete pelo próprio desejo, no mimetismo das cores. 
Viscosidade
Os processos mentais fazendo “loops” na interface entre o sonho e a vigília
Pode ser alcançado com psicotomiméticos
Experiência de uma primavera do inconsciente 
Tempestade
Shakeaspeare: “ Somos feitos da mesma substância de que são feitos os sonhos”. 
Continua: “ Nossa curta existência está contida no período de um sono”.
Nitidez sob regência de uma mente que rompe com a lógica e com a razão
Não se pode reproduzir em um procedimento operacional científico, se tratando de uma experiência intransferível.
A palavra “transe” vem da constelação “Ação de inspirar” 
14.0. Disciplinas e correntes místicas: yoga, asanas,mudra, pranayama, sufismo, meditação, oração, hipnose, shamanismo, umbanda, biodança, caminhada, coito, sexo
15.0. Do latín “transire”: transitar, transportar-se, cruzar, passar por cima.
16.0. Chegar ao ilimitado e inominável “Qi”

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O artista Rafael Cabral em suas múltiplas facetas, ao construir sua obra absorve e é absorvido por ela, e pelo que o cerca. Expurgando para fora o que não lhe cabe mais. Uma transmutação, bem conduzida pela cor, que o leva ao seu interior mais profundo. O processo é: o movimento de manipular as matérias, de confundir a mente, de trazer à luz para o lado sombrio. Interior e exterior. O brilho é apenas um reflexo momentâneo da cristalização de uma vida...
Nesta aparição em Lisboa, Cabral inicia seu processo com uma performance onde ele próprio em uma ação de 4 horas seguidas em Transe, constrói  uma obra.

Apresentação de Livro > A Confissão — Fátima ou a Desfaçatez > Henrique Rodrigues > 2 DEZ > 16H00



Sinopse
O livrinho ora dado à estampa pretende resumir de forma impecável e epigramática o estrépito em redor do vulto mariano. Como cáustico e episódico memento do culto, o autor não desejou ir muito além do tragicómico.
Avesso ao estupor iconólatra, a mesquinhas vindictas iconoclastas, pugna pela razoabilidade.
Com a justificação de que se deve manter o crente sob “a loucura da cruz” (talvez indefinidamente, pois tarda a vir o “Reino” anunciado há dois mil anos) uma colorida e variegada sinfonia taumatúrgica acabou por se desenvolver nas suas barbas.
Sob a copa virginal, dir-se-ia, o leitor saberá que também nasceu, em lide de combate, a razoabilidade do crente expectante, vazo de manhas, manco de passos miríficos para a beatitude.
É o combate a instar, não poucas vezes, ao uso do cinismo, da mofa, do humor negro vertido de irisada bílis.