quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FIM DE ANO 2010

FESTA DE FIM DE ANO NA LER DEVAGAR (LX FACTORY)

Jantar e música, a partir das 20:30h até às 4:00h

DJs: Alexandre Barbosa e Pull


Ementa do jantar (serviço do café Malaca Too, no r/c)

Boas-vindas: Cocktail “Selamat Datang” (Boas vindas em Malaio)

Sopa: Sopa de caranguejo com ovos

Entrada: Salada de manga de Palma, tamarindo e caju

Prato: Bacalhau em posta, mexilhões, vieiras e gambas tigre em molho de caril verde acompanhado de arroz de coco e legumes

ou

“Roast Duck à l’orange” com pêra asiática acompanhado de massa em molho de sésamo e soja

Sobremesa: Compota de figo quente com gelado de queijo de cabra

ou

Gelado de castanha caseiro e “marron glacê” com molho de chocolate

Café / chá

Incluído: uma taça de espumante para brindar e uma garrafa de vinho por casal

Preço: 50 euros por adulto | 25 euros por criança (menos de 12 anos)


BEBIDAS

Vinho tinto Três Bagos, Douro 2007

Vinho branco Três Bagos, Douro 2009

Espumante Murganheira Super Reserva Bruto

Rolha : Cobramos 7€ de rolha para champagne e espumante e 4€ para vinhos


ALTERNATIVAS

Jantar - 35 euros por pessoa, com vinho e espumante à parte (exclusiva para sócios da LER DEVAGAR, no 1.º andar)

Bar aberto (a partir das 23:00h), sem jantar - 15 euros por pessoa

Inclui: 4 bebidas, bolo rei e frutos secos

ou

Bar aberto sem limite de bebidas – 25 euros por pessoa


(Lugares limitados. Para jantar, só se aceitam reservas até ao dia 30 de Dezembro às 20H00, através do e-mail: livraria@lerdevagar.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar , ou pelo telefone 213 259 992).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

TOP 5 - MÊS DE NOVEMBRO

LITERATURA

. Novas Cartas Portuguesas, AAVV (D. Quixote)
. Sunset Park, Paul Auster (Asa)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Máquina de Fazer Espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Marina, Carlos Ruiz Zafón (Planeta)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Era uma vez uma velhinha, Jeremy Holmes (Dinalivro)
. O que são o bem e o mal?, Oscar Brenifier (Dinalivro)
. Burros, AAVV (Orfeu Negro)
. Popville, Louis Rigaud & Anouck Boisrobert (Bruaá)


NÃO-FICÇÃO

. Amor e Sexo no Tempo de Salazar, Isabel Freire (a esfera dos livros)
. A Fábrica e a Rua, Sónia Ferreira (100 Luz)
. Ao princípio era eu - autobiografia, António Victorino d'Ameilda (Clube do Autor)
. O Espectador Emancipado, Jacques Rancière (Orfeu Negro)
. Sociedade do Espectáculo, Guy Debord (Ed. Antipáticas)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ao princípio era eu (23 de Novembro - 18.30)

ao princpio era eu

LIVRO | A sua genialidade, simpatia e irreverência, indissociável da bengala e do cabelo em desalinho, fazem de António Victorino d’ Almeida uma das figuras mais queridas do panorama artístico nacional. Pianista, compositor, maestro, escritor, realizador de cinema e de televisão, encenador, comunicador nato. Quem é, afinal, o homem por detrás de tantas criações?

Referência incontornável na vida cultural portuguesa, António Victorino d’ Almeida é conhecido sobretudo pela sua produção artística e literária (são muitas e variadas as suas incursões pelo mundo da música, do cinema, da literatura ou da televisão). Porém, Ao Princípio era Eu, a sua autobiografia, mais do que evocar todo esse percurso dá antes a conhecer o homem por detrás do profissional respeitado e multifacetado que é.

Mais do que revelar “o homem dos sete instrumentos”, como é conhecido, a autobiografia de António Victorino d’ Almeida mostra (em histórias e fotografias do seu álbum particular) o homem que era antes de se ter transformado naquilo que é hoje: uma das maiores figuras do panorama cultural português das últimas décadas.

A infância, a juventude, a entrada na idade adulta, as primeiras paixões, está tudo nas mais de 600 páginas, fora extratextos, de Ao Princípio era Eu.


AUTOR | António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 21 de Maio de 1940. Aluno de Campos Coelho, finalizou o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores e diplomou-se em Composição pela Escola Superior de Música da cidade de Viena.

Pianista, compositor e maestro, é ainda autor da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queirós, e realizou o filme A Culpa - primeira longa-metragem portuguesa a vencer um festival de cinema no estrangeiro (Huelva, 1980).

Como escritor, publicou, entre outros, Histórias de Lamento e Regozijo, Coca-Cola Killer, Um Caso de Biografia, Polissário, Tubarão 2000, Memória da Terra Esquecida, O Que é a Música, Toda a Música que eu Conheço (2 vols.), Os Devoradores de Livros e Músicas da Minha Vida. Escreveu, apresentou e realizou mais de uma centena de documentários culturais para a televisão, foi membro do júri do Concurso de Piano de Moscovo e é actualmente Presidente do Sindicato dos Músicos Portugueses.

sábado, 6 de novembro de 2010

A Fábrica e a Rua - a resistência operária em Almada (11 de Novembro - 21h)

*
LIVRO | A presente obra analisa formas de resistência operária feminina que decorreram no período de construção e consolidação do Estado Novo, no concelho de Almada.Nesta podemos encontrar tanto os discursos e as narrativas das mulheres operárias sobre o seu quotidiano de trabalho, como as memórias épicas das greves e das marchas da fome. A autora constrói uma visão retrospectiva sobre uma época crucial da memória operária de Almada, inscrevendo o seu trabalho num cruzamento disciplinar entre as questões de Género e os Movimentos Sociais, procurando compreender como as mulheres operárias deste período accionaram diferentes gramáticas de acção reivindicativa, escrevendo as suas práticas numa “cultura de resistência”, herdada e simultaneamente construída num contexto histórico particular.

AUTORA | Sónia Ferreira, nascida em 1976, em Lisboa, é doutorada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (2009), tendo trabalhado sobre Movimentos Sociais, Género e Memória. Integrou o Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa, sendo actualmente investigadora do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), onde tem desenvolvido investigação de pósdoutoramento na área da Antropologia dos Media e das Migrações. Leccionou na Escola de Superior de Comunicação Social (IPL) e é conferencista no Mestrado “Migrações, Inter-etnicidades e Transnacionalismos” (FCSH-UNL). É autora da obra "Mulheres de Desaparecidos" (Ela por Ela, 2003).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TOP 5 - MÊS DE OUTUBRO

LITERATURA

. Sômbolos rios que vão, António Lobo Antunes (D. Quixote)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Villa Celeste, Hélia Correia (Contraponto)
. A Biblioteca, Zoran Zivkovic (Cavalo de Ferro)
. Escritos Pornográficos, Boris Vian (Guerra & Paz)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Contradição Humana, Afonso Cruz (Caminho)
. Os livros que devoraram o meu Pai, Afonso Cruz (Caminho)
. Contos para meninos que adormecem logo a seguir, Pinto & Chinto (Kalandraka)
. Livro dos Quintais, Isabel Minhós Martins & Bernardo Carvalho (Planeta Tangerina)

NÃO-FICÇÃO

. Festas de Inverno no Nordeste de Portugal, Paula Godinho (100 Luz)
. Revista Se... Não, AAVV (Coisas de Ler)
. O Espectador Emancipado, Jacques Rancière (Orfeu Negro)
. Porquê ler Marx hoje?, Jonathan Wolff (Cotovia)
. Olhar do Fotógrafo, Michael Freeman (Dinalivro)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Há alternativa à austeridade? (30 de Outubro - 21h)

Ciclo Outras Palavras

Há alternativa à austeridade?

com José Reis (economista e professor catedrático na Universidade de Coimbra)


Org. Fórum Manifesto

domingo, 24 de outubro de 2010

não lugar para som e corpo (30 de Outubro - 23h)

NÓS COLECTIVO apresenta:

não lugar para som e corpo

com Tizo All & Anajara Amarante (dança) | Blu Wasem (música) | Manuel Alves (invenções sonoras) & o convidado Monsieur Trinité (objectos).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Walden Pond's Monk (30 de Outubro - 21.30)

Walden Pond's Monk é o título do novo álbum de Tiago Sousa, que chegará ao mercado nacional e internacional pelas mãos da editora americana Immune Recordings, ligada a artistas como Tape e Micah Blue Smaldone, e da distribuidora Thrill Jokey Records em Março de 2011.

Inspirado na obra literária de Henry David Thoreau, autor que desmonta as vicissitudes da existência humana em plena Revolução Industrial americana, Walden Pond's Monk vem afirmar as opções estéticas e ideológicas do músico e compositor, que se cruzou recentemente com Walden ou a Vida nos Bosques e Desobediência Civil, as obras de Thoreau eternizadas como legado da sua filosofia.

O espírito contestatário presente na sua obra, que apela à liberdade, à expressão individual e ao reencontro do Homem moderno com as suas raízes ancestrais de comunhão e respeito pela natureza, exercem um enorme fascínio em Tiago Sousa. De tal modo que se concentra em compreender como poderá aplicar estas concepções ideológicas na sua expressão artística. A estética que o músico vem desenvolvendo, cristalizada em Insónia (Humming Conch, 2009) e confrontada com a obra ensaística de Henry David Thoreau encontra o meio para a sua emancipação. Prossegue assim o seu caminho numa abordagem quase-romântica, quase-impressionista, sem os formalismos da escola erudita, abraçando ao invés, agora em plena consciência, a simplicidade como fundamento da sua existência.

Com o lançamento do álbum marcado para Março de 2011 (local a anunciar), Tiago Sousa pretende iniciar um novo ciclo da sua carreira musical com Walden Pond's Monk.


TIAGO SOUSA | Tiago Sousa nasceu em 1983 numa manhã chuvosa de Outono. A sua infância é profundamente marcada pela presença da sua avó com quem aprende a tocar piano e com quem cultiva um património emocional ligado aos grandes mestres da música erudita. Com a entrada na adolescência cede ao apelo do universo do rock que o leva a criar as suas primeiras bandas.

Ao chegar ao Barreiro na primeira década do século XXI, a cidade da margem sul que o abraçou com energia criativa e uma nova cena musical, Tiago Sousa cria a netlabel Merzbau, que incentiva as primeiras aventuras musicais de nomes como Noiserv, Lobster ou B Fachada, enquanto participa como músico nas bandas Goodbye Toulouse, Jesus, the Misunderstood e Sapien Sapiens. Frequenta ainda a Escola de Jazz do Barreiro e envolve-se na produção dos festivais de música do Barreiro como o Out.fest, Barreiro Rocks e o Barreiro Outras Músicas.

Em 2006, de regresso a uma fase de busca interior pela sua identidade criativa, é mais uma vez um gesto da sua avó que marca o seu percurso: Tiago Sousa recebeu um piano vertical em sua casa. Nesse momento o músico planta as sementes de Crepúsculo, o seu primeiro álbum, editado ainda em 2006, e de Noite/Nuit, editado em 2007, ambos na Merzbau.

Os seus impulsos criativos não cessaram de se transformar em composições cada vez mais sólidas. Em 2008 surge The Western Lands, editado pela alemã Resting Bell, e em Novembro de 2009, dá a conhecer Insónia, disco editado pela também alemã Humming Conch, que marca simbolicamente a fundação da sua estética. Insónia passa por salas como a Galeria Zé Dos Bois, o Teatro Municipal Maria Matos, ou a Livraria Trama, entre outras.

The Walden Pond's Monk, disco que será lançado pela editora americana Immune Recordings em Março de 2011, representa um passo determinante na afirmação estética de Tiago Sousa, reforçada pela leitura de dois clássicos da literatura americana, Walden – Or Life in the Woods e Civil Disobidience, escritos no final do século XIX por Henry David Thoreau.

Fortemente influenciado esteticamente por compositores do período Romântico e Impressionista e ideologicamente por correntes de pensamento protagonizadas por nomes como Lao Tze, Walter Benjamin, Guy Debord ou Jacques Rancière, a sua abordagem expressa-se através de música de respiração lenta e formas simples guiada por um método espontâneo, emotivo e auto-didacta.

Tiago Sousa cruzou o mesmo palco com músicos como Shannon Wright, Vic Chesnutt ou Half Asleep, e percorreu a Europa por duas vezes para tocar nas principais cidades europeias, entre as quais Berlim, Barcelona, Bruxelas e Paris.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

«J'interroge les liens qu'entretient la musique avec la souffrance sonore.», Pascal Quignard

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TOP 5 - MÊS DE SETEMBRO

LITERATURA

. Bom Inverno, João Tordo (D. Quixote)
. Livro, José Luís Peixoto (Quetzal)
. Canto Nómada, Bruce Chatwin (Quetzal)
. Máquina de Fazer Espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Contos de São Petersburgo, Gogol (Biblioteca Editores Independentes)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Livro Negro das Cores, Menena Cottin & Rosana Faría (Bruaá)
. Eu Espero, Davide Calli & Serge Bloch (Bruaá)
. O Ponto, Peter H. Reynolds (Bruaá)
. O Coração e a Garrafa, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)

NÃO-FICÇÃO

. Revista Se... não!, AAVV (Coisas de Ler)
. 2780 Taberna - Cozinha Experimental, AAVV (Bertrand)
. 1910 - a duas vozes, Fernando Rosas & Henrique Castro Mendo (Bertrand)
. Pequeno Livro do Grande Terramoto, Rui Tavares (Tinta da China)
. Sidónio Pais, Miguel Ramos Nunes (Cosmos)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A LER DEVAGAR sugere...

A Sonata de Kreutzer, Lev Tostói, Ed. Editores Indepedentes

«A perversão não consiste em nada de físico porque nenhuma porcaria física é perversa; a perversão, a verdadeira, consiste precisamente no facto de o homem se libertar da atitude moral respectivamente à mulher com quem entra em relações físicas.», p. 24

domingo, 1 de agosto de 2010

TOP 5 - MÊS DE JULHO

LITERATURA

. A Praça, Mário Cordeiro (Arcádia)
. Mizé - antes galdéria do que normal e remediada, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. Na Síria, Agatha Christie (Tinta da China)
. Melhores contos espirituais do Oriente, AAVV, (Esfera dos Livros)
. Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas, Ricardo Adolfo (Alfaguara)

LITERATURA INFANTIL

. Primeiro Gomo da Tangerina, Sérgio Godinho (Planeta Tangerina)
. A Manta, Isabel Minhós Martins (Planeta Tangerina)
. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Incrível Rapaz que comia livros, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. Arca de não-é, Miguel Neto (Chimpanzé Intelectual)

NÃO-FICÇÃO

. Uma pequena história do Mundo, E. H. Gombrich (Tinta da China)
. Comunismo e Nacionalismo em Portugal, José Neves (Tinta da China)
. Nudez, Giorgio Agamben (Relógio d'Água)
. Como triumphou a Republica, Hermano Neves (Letra Livre)
. A Primavera do Rei Cosroe, Pietro Citati (Assírio & Alvim)

sábado, 17 de julho de 2010

A LER DEVAGAR sugere...


Renascer. Diários e Apontamentos 1947-1963, Susan Sontag, trad. Nuno Guerreiro Josué, Ed. Quetzal - 18,13€

«As ideias perturbam o equilíbrio da vida.», p. 17

(...)

«Allen Ginsberg - Hotel na rue Git-le-Coeur - namorado, Peter [Orlovsky] com cabelo comprido + cara bicuda.

H. Fina flor da boémia americana. Nova Iorque. Família com apartamento entre as avenidas 70 e 80. Pai homem de negócios da classe média (sem colarinho branco). Tias comunistas. Criada negra. Escola secundária Nova Iorque, NYU, faculdade experimental pretensamente artística, São Francisco (onde ela e a Susan Sontag se encontraram pela primeira vez), apartamento em Greenwich Village. Experiências sexuais precoces incluindo negros. Homossexualidade. Escreve contos. Promiscuidade bissexual. Paris. Vive com um pintor. Pai muda-se para Miami. Viagens de volta à América. Emprego nocturno ao estilo do expatriados. A escrita desvanece-se.», p. 190

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A LER DEVAGAR sugere...


O Fim dos Livros, Octave Uzane, trad. Jacinta Gomes, Ed. Palimpsesto - 8.85€

«Baseio-me na constantação inegável de que o homem ocioso rejeita cada vez mais a fadiga e procura avidamente aquilo a que ele chama o conforto, isto é, todas as ocasiões de poupar tanto quanto possível o dispêndio e o funcionamente dos seus orgãos. Não deixarão de concordar comigo que a leitura, tal como a praticamos hoje, provoca rapidamente uma grande lassitude, pois não só exige do nosso cérebro uma atenção constante que consome uma grande parte dos nossos fosfatos cerebrais, como também obriga o nosso corpo a diversas atitudes cansativas. Força-nos, se estivermos a ler um dos vossos grandes jornais no formato do Times, a exibir uma certa habilidade na arte de virar e dobrar as folhas; fatiga os nossos músculos tensores, se as mantivermos completamente abertas; enfim, se é ao livro que nos referimos, a necessidade de cortar as folhas, de as correr à vez uma depois da outra, produz por miúdas fricções sucessivas, um enervamento muito perturbador a longo prazo.», pp. 34-35

(...)

«Creio, portanto, no sucesso de tudo aquilo que lisonjeie e alimente a preguiça e o egoísmo do homem; o elevador pôs fim às escadas dentro de casa; o fonógrafo destruirá provavelmente a tipografia. Os nossos olhos são feitos para ver e reflectir as belezas da natureza e não para serem usados na leitura de textos; há demasido tempo que deles abusamos, e não é preciso ser um douto oftalmologista para conhecer a série de doenças que afligem a nossa visão e nos obrigam a servirmo-nos dos artifícios da ciência óptica.», p. 36-37

sexta-feira, 2 de julho de 2010

TOP 5 - Mês de Junho

LITERATURA

. Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. Máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Alexandre O'Neill dito por Sinde Filipe (Dinalivro)
. Mizé - antes galdéria do que normal e remediada, Ricardo Adolfo (Afaguara)
. Livros e Cigarros, George Orwell (Antígona)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Mini)
. Eu Espero, Davide Cali & Serge Bloch (Bruaá)
. Coração e a Garrafa, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. Não é uma caixa!, Antoinette Portis (Presença)

NÃO-FICÇÃO

. Homicídio Conjugal em Portugal, Elza Pais (INCM)
. Alimentos e Mitos que nos engordam, Isabel do Carmo (Livros d'Hoje)
. Portugal Povo de Suicidas, Miguel Unamuno (Abismo)
. Inteligência Emocional, Daniel Goleman (Temas & Debates)
. 2780 Taberna - Cozinha Experimental (Bertrand)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Horário de Verão

HORÁRIO DE VERÃO
(De 13 de Julho a 29 de Agosto)
*
Quarta & Quinta - 15h - 24h
Sexta & Sábado - 15h - 2h
Domingo - 15h - 22h
*

segunda-feira, 21 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Últimas novidades - HISTÓRIA

Naissance de l'idéologie fasciste, Z. Sternhell, M. Sznajder, M. Ashéri, Ed. Folio/Gallimad

L'identité nationale, une énigme, Marcel Detienne, Ed. Folio/Gallimard

L'optimisme de la volunté, E. Hobsbawm & Antoine Spire, Ed. Le bord de l'eau

La Bible et l'invention de l'histoire, Mario Liverani, Ed. Folio/Gallimard

La Route de la Soie, Jacqueline Dauxois, Ed. Rocher

Alexandrie et la Méditerranée, (dir.) Louis Blin & Caroline Gaultier-Kurhan, Ed. Maissoneuve

Alexandre, le Grand, Charles Personnaz, Ed. Bernard Giovanangeli

Últimas novidades - FILOSOFIA

Inventer le commum des hommes, Antonio Negri, Ed. Bayard

Séminaires de Zurich, Martin Heidegger, Ed. Gallimard

Qu'est-ce que le pragmatisme?, Jean-Pierre Cometti, Ed. Folio/Gallimard

L'art comme expérience, John Dewey, Ed. Folio/Gallimard

Le public et ses problèmes, John Dewey, Ed. Folio/Gallimard

sábado, 5 de junho de 2010

Os alimentos e mitos que nos engordam (7 de Junho - 21.30)

LIVRO | Com a epidemia da obesidade, chegou também a epidemia dos mitos alimentares ligados ao excesso de peso e às tentativas de emagrecimento. Passou-se assim do «quanto mais melhor», de «o que não mata engorda» e de «a gordura é formosura», para os preceitos que estabelecem regras para emagrecer sem esforço. Geralmente há alimentos «amaldiçoados», (por exemplo, a banana) e outros «abençoados» (o sumo de fruta), e existem também «regras» que não estão provadas (por exemplo, não beber água à refeição). E raramente se fala que para emagrecer é necessário comer menos quilocalorias do que aquelas que se gastam.

Com a ajuda deste livro vai ficar a saber quais os alimentos e mitos que o engordam. As verdades, os erros e os preconceitos que reinam no universo do excesso de peso.

AUTORA | Doutorada pela Faculdade de Medicina de Lisboa, a prof.ª Isabel do Carmo é médica endocrinologista e uma das maiores especialistas portuguesas em obesidade e comportamento alimentar.Fui fundadora da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade e da Sociedade Científica, Núcleo de Doenças do Comportamento Alimentar. É directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, responsável pelo primeiro Estudo de Prevalência da Obesidade em Portugal e dos último estudo nacional no âmbito dos projectos da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A LER DEVAGAR sugere...

O Diabo no Corpo, Raymond Radiguet, trad. Maria da Piedade Santos, Ed. Palimpsesto - 15.75€
*

«Depois da rudez dos meus primeiros desejos, era a doçura de um sentimento mais profundo que me enganava. Já não me sentia capaz de empreender coisa alguma do que havia prometido a mim mesmo. Começava a respeitar Marthe, porque começava a amá-la.», p.50

domingo, 30 de maio de 2010

TOP 5 - Mês de Maio

LITERATURA
. Mizé - antes galdéria do que normal e remediada, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. A Máquina de fazer espanhóis, valter hugo mãe (Alfaguara)
. Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. Os Íntimos, Inês Pedrosa (Dom Quixote)
. Os Melhores contos espirituais do Oriente, AAVV (Esfera dos Livros)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Histórias em verso para meninos perversos, Roald Dahl (Teorema)
. O Incrível rapaz que comia livros, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. O Segredo da Esfinge (Planeta)
. Migrando, Mariana Chiesa Mateos (Orfeu Negro)

NÃO-FICÇÃO

. Problemas de Portugal, Vitorino Magalhães Godinho (Colibri)
. 2780 Taberna - Cozinha Experimental (Bertrand)
. As Notícias nos Telejornais, Nuno Goulart Brandão (Guerra & Paz)
. Como tornar-se doente mental, J.L. Pio Abreu (Dom Quixote)
. Teoria da Viagem, Michel Onfray (Quetzal)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

OITO (18 & 19 de Junho - 21.30h)

SINOPSE | A partir da peça O AMANTE (THE LOVER) de Harold Pinter propomos um exercício que cruza o espírito performativo com o texto dramático. Os oito actores/intérpretes multiplicam o casal original da peça - Sarah e Richard – sobre um dispositivo cínico que estabelece quatro áreas distintas representativas das quatro salas interiores onde decorre a acção. Quatro sofás, quatro portas, quatro mesas de bebidas, quatro cadeiras compõem, assim, o quadro total onde os casais jogam, com as palavras de Pinter, o jogo quotidiano de Richard e Sarah onde a fronteira entre a verdade e a mentira é esbatida pelo que cada um diz. A natureza rítmica desta peça, em que forma e conteúdo se misturam, pareceu-nos ideal para este exercício que, sendo um exercício final, será, para todos os efeitos, um espectáculo de teatro. Nesse sentido todo o nosso trabalho decorre desse princípio e procura oferecer ao público uma abordagem à obra de Pinter que não se confunda com um mero exercício escolar mas que não deixe de reflectir o trabalho do intérprete como um trabalho individual dentro de um colectivo.

FICHA TÉCNICA | Direcção: Bruno Bravo | Interpretação: Andreia Silva, André Cortina, Isa Melo, Jan Gomes, Jorge Vara, Madalena Caixeiro, Ruben Guerreiro, Stephanie Fonseca | Cenografia e figurinos: Performáticos07 | Produção: NPE – Núcleo de Produção da ESTAL | Desenho de Luz e Sonoplastia: João Paiva | Design Gráfico: Alunos do 3¼ Ano de Design Gráfico da ESTAL| Duração: aprox. 60 min | Público-alvo: público com idade superior a 12 anos

__________

RESERVAS: Stephanie Fonseca - 938 470 260 - stetita@hotmail.com - Entrada 5€

quinta-feira, 27 de maio de 2010

em nenhum lugar (2 de Junho - 19h)

Inauguração da exposição de André Silva «em nenhum lugar», na Galeria Arthobler

Sabemos que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Somos observadores racionais capazes de perceber a diferença entre realidade e ficção, realidade e ilusão. Apesar disto, por vezes seduz-nos o prazer de suspendermos voluntariamente a incredulidade como se quiséssemos chegar a um acordo entre o que sabemos que é verdade e o que desejaríamos que fosse real.

A criação da paisagem como conceito artístico é, sem dúvida alguma, responsabilidade da pintura. Ela fez da Natureza um tema e da paisagem um género. Um género que atravessa a história da cultura. A paisagem criou-se e reproduziu-se. Inventou-se e modificou-se desde as oficinas de pintura mais célebres de cada período histórico. A natureza reflectia aspectos dramáticos, mágicos, religiosos, mas raras eram as vezes em que se pintava uma paisagem como realmente era; mais, a grande maioria das paisagens da história da pintura nunca existiram assim. Primeiro pintava-se de memória, depois a partir de uns esboços, finalmente os plen airs instalaram-se no campo para pintar diante do “cenário”. A pintura inventou uma paisagem ideal, falsa, cheia de lugares que nunca existiram, misturando numa superfície elementos da memória e desejo, dos sonhos e das necessidades sociais.

Na presente exposição apresento uma disposição de meios ─ instalação, desenho, pintura ─ onde se entrecruzam, uma combinação de “arte” feita a mão com a presença de suportes que têm um aspecto de acabamento mais industrial como é o caso de algumas peças escultóricas apresentadas. As obras são uma reflexão sobre o decorrer do tempo, uma metáfora sobre a vida e a morte, sobre o crescimento e a degradação.

O trabalho apresentado estabelece uma relação com a História da Arte, não pode dizer-se que se trata de imagens “realistas” mas também seria erróneo aproximar a obra de imagens abstractas. A abstracção é uma tradição que se entende a si mesma, é uma relação de evolução com o conjunto da história da pintura. Está encaminhada até à total autonomia da obra, trata de alcançar o que se supõe, o ponto álgido do meio, depurando ao máximo o seu vocabulário: cor, forma, relação. O ponto de partida deste trabalho é diferente. A pintura não busca a sua total autonomia senão uma fusão com a realidade que só pode dar-se convertendo-a num híbrido, numa amálgama que busca referências dentro e sobretudo fora do meio pintura.

Ao proporem percursos físicos e mentais, espaciais, sensoriais e psicológicos, as obras reconduzem-se a outros lugares, actuando sobre o tempo e a memória, através de um mecanismo de repetição dos motivos que se podem observar numa variação de escalas.

A representação da paisagem, sempre foi uma forma de conhecer o que nos rodeia e medir ou evidenciar os nossos parâmetros científicos, estéticos e morais. Quando se “faz” paisagem também se faz política, já que o olho está guiado pela formação e sensibilidade de cada um e a vontade de onde se quer colocá-lo. Apresentando ou omitindo, critica-se o entorno e o contexto; agudizando o olhar provocam-se leituras; utilizando estratégias ou fórmulas estéticas, distanciam-se ou aproximam-se determinadas problemáticas.

Diria que toda a paisagem está em lugar nenhum. Está mise en scène transforma e mais − transtorna as imagens representadas até as converter em perguntas. Onde se encontram exactamente estas paisagens? Qual é a sua geografia?

André Silva, Abril 2010

Homicídio Conjugal em Portugal (2 de Junho - 19h)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Golden Fur (29 de Maio - 22h)


O trio australiano Golden Fur é constituído por Samuel Dunscombe (clarinete e "laptop"), Judith Hamann (violoncelo) e James Rushford (teclados e viola de arco), movendo-se nas áreas da música contemporânea e improvisada, com uma particular atracção pelos cruzamentos multimédia e pela componente dramatúrgica da "performance" musical.

Para além de interpretarem as suas próprias composições, apresentam em palco obras de compositores seminais do século XX, como Olivier Messiaen, Giacinto Scelsi e Alvin Lucier, bem como dos maiores nomes da nova música electroacústica australiana, como Anthony Pateras, Robin Fox e Marco Fusinato.

Mais info: aqui.

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Entrada 5€