
. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
SINOPSE | A partir da peça O AMANTE (THE LOVER) de Harold Pinter propomos um exercício que cruza o espírito performativo com o texto dramático. Os oito actores/intérpretes multiplicam o casal original da peça - Sarah e Richard – sobre um dispositivo cínico que estabelece quatro áreas distintas representativas das quatro salas interiores onde decorre a acção. Quatro sofás, quatro portas, quatro mesas de bebidas, quatro cadeiras compõem, assim, o quadro total onde os casais jogam, com as palavras de Pinter, o jogo quotidiano de Richard e Sarah onde a fronteira entre a verdade e a mentira é esbatida pelo que cada um diz. A natureza rítmica desta peça, em que forma e conteúdo se misturam, pareceu-nos ideal para este exercício que, sendo um exercício final, será, para todos os efeitos, um espectáculo de teatro. Nesse sentido todo o nosso trabalho decorre desse princípio e procura oferecer ao público uma abordagem à obra de Pinter que não se confunda com um mero exercício escolar mas que não deixe de reflectir o trabalho do intérprete como um trabalho individual dentro de um colectivo.
FICHA TÉCNICA | Direcção: Bruno Bravo | Interpretação: Andreia Silva, André Cortina, Isa Melo, Jan Gomes, Jorge Vara, Madalena Caixeiro, Ruben Guerreiro, Stephanie Fonseca | Cenografia e figurinos: Performáticos07 | Produção: NPE – Núcleo de Produção da ESTAL | Desenho de Luz e Sonoplastia: João Paiva | Design Gráfico: Alunos do 3¼ Ano de Design Gráfico da ESTAL| Duração: aprox. 60 min | Público-alvo: público com idade superior a 12 anos
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RESERVAS: Stephanie Fonseca - 938 470 260 - stetita@hotmail.com - Entrada 5€

Inauguração da exposição de André Silva «em nenhum lugar», na Galeria Arthobler
Sabemos que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Somos observadores racionais capazes de perceber a diferença entre realidade e ficção, realidade e ilusão. Apesar disto, por vezes seduz-nos o prazer de suspendermos voluntariamente a incredulidade como se quiséssemos chegar a um acordo entre o que sabemos que é verdade e o que desejaríamos que fosse real.
A criação da paisagem como conceito artístico é, sem dúvida alguma, responsabilidade da pintura. Ela fez da Natureza um tema e da paisagem um género. Um género que atravessa a história da cultura. A paisagem criou-se e reproduziu-se. Inventou-se e modificou-se desde as oficinas de pintura mais célebres de cada período histórico. A natureza reflectia aspectos dramáticos, mágicos, religiosos, mas raras eram as vezes em que se pintava uma paisagem como realmente era; mais, a grande maioria das paisagens da história da pintura nunca existiram assim. Primeiro pintava-se de memória, depois a partir de uns esboços, finalmente os plen airs instalaram-se no campo para pintar diante do “cenário”. A pintura inventou uma paisagem ideal, falsa, cheia de lugares que nunca existiram, misturando numa superfície elementos da memória e desejo, dos sonhos e das necessidades sociais.
Na presente exposição apresento uma disposição de meios ─ instalação, desenho, pintura ─ onde se entrecruzam, uma combinação de “arte” feita a mão com a presença de suportes que têm um aspecto de acabamento mais industrial como é o caso de algumas peças escultóricas apresentadas. As obras são uma reflexão sobre o decorrer do tempo, uma metáfora sobre a vida e a morte, sobre o crescimento e a degradação.
O trabalho apresentado estabelece uma relação com a História da Arte, não pode dizer-se que se trata de imagens “realistas” mas também seria erróneo aproximar a obra de imagens abstractas. A abstracção é uma tradição que se entende a si mesma, é uma relação de evolução com o conjunto da história da pintura. Está encaminhada até à total autonomia da obra, trata de alcançar o que se supõe, o ponto álgido do meio, depurando ao máximo o seu vocabulário: cor, forma, relação. O ponto de partida deste trabalho é diferente. A pintura não busca a sua total autonomia senão uma fusão com a realidade que só pode dar-se convertendo-a num híbrido, numa amálgama que busca referências dentro e sobretudo fora do meio pintura.
Ao proporem percursos físicos e mentais, espaciais, sensoriais e psicológicos, as obras reconduzem-se a outros lugares, actuando sobre o tempo e a memória, através de um mecanismo de repetição dos motivos que se podem observar numa variação de escalas.
A representação da paisagem, sempre foi uma forma de conhecer o que nos rodeia e medir ou evidenciar os nossos parâmetros científicos, estéticos e morais. Quando se “faz” paisagem também se faz política, já que o olho está guiado pela formação e sensibilidade de cada um e a vontade de onde se quer colocá-lo. Apresentando ou omitindo, critica-se o entorno e o contexto; agudizando o olhar provocam-se leituras; utilizando estratégias ou fórmulas estéticas, distanciam-se ou aproximam-se determinadas problemáticas.
Diria que toda a paisagem está em lugar nenhum. Está mise en scène transforma e mais − transtorna as imagens representadas até as converter em perguntas. Onde se encontram exactamente estas paisagens? Qual é a sua geografia?
André Silva, Abril 2010


Concerto de Filipe Raposo, no dia 21 de Maio, pelas 22h.
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PROJECTO | Parto para este trabalho com um grande respeito por tudo o que tenho ouvido e com uma enorme vontade de criar um percurso de escuta e interacção com esta música (universal) que dentro de mim se move – é de facto uma arquitectura universal. E, ainda, com a expectativa de continuar a encontrar no passado um dos elos criadores da raiz do meu futuro como ser humano e como músico. Desta forma os temas escolhidos tanto podem surgir a partir de uma perspectiva global, ou apenas dentro de uma perspectiva residual ou meramente evocativa. Podem servir de base a contrapontos originais ou ainda cruzar-se com outras temáticas. Podem ser reinventados harmonicamente, assumirem novas variações melódicas ou até novas falas e novas formas rítmicas.
Filipe Raposo
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FILIPE RAPOSO | Pianista e compositor nascido em Lisboa (1979), estudou piano na Escola de Música do Conservatório Nacional, com Anna Tomasik e José Bon de Sousa, Eurico Carrapatoso (composição). Além da formação erudita estudou também música improvisada, com João Paulo Esteves da Silva, Jans Thomas, George Cables... Licenciado em composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), estudou com Luís Tinoco, João Madureira, Sérgio Azevedo, Carlos Caires.
Pianista acompanhador da Cinemateca Portuguesa.
Mais informações: aqui.
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Entrada 5€

Sur l'emballage du thé vert Celestial Seasonigs, on peut lire une courte description de ses bienfaits: «Le thé vert est une source naturelle d'antioxydants que neutralisent les molécules toxiques du corps appelées radicaux libres. Par la neutralisation des radicaux libres, les antioxydants aident les corps à entretenir sa bonne santé naturelle.» La notion de totalitarisme n'est-elle pas, mutatis mutandis, l'un des principaux antioxydants idéologiques, dont la fonction est depuis l'origine de neutraliser les radicaux libres, et d'aider ainsi le corps social à entretenir sa bonne santé politique-idéologique?, p. 11


14-18 Les refus de la guerre - André Loez
Al-Andalus - Pierre Guichard
Africain, L’ -Le Clézio
Ami, entends-tu - Joseph Kessel
Amour fou - André Breton
Animal donc que je suis, Le - Jacques Derrida
Anthologie de la littérature latine - AAVV
Art Culpabiliser, L’ - Robert Neuburger
Art à perte de vue, L’ - Paul Virilio
Aux fruits de la passion - Daniel Pennac
Beethoven - Bernard Fauconnier
Campagnes et Paysans d’Al-Andalus VIII-XV - Vincent Lagardère
Ce qui reste d’Auschwitz - Giorgio Agamben
Chanson de Roland, La
Chef-d’ouvre inconnu, Le - Honoré de Balzac
Chopin - Pascale Fautrier
Cœur Brûle et autres romances - Le Clézio
Comprendre le Tantrisme - André Padoux
Colonel Chabert, Le - Honoré de Balzac
Courts Métrages - Fernando Pessoa
De la Tyrannie - Leo Strauss
Démocratie Providentielle, La - Dominique Schnapper
Exercices de style - Raymond Queneau
Expérimentations Politiques - Maurizio Lazzarato
Gaza 1956 - Sacco Joe
Génie Féminin - Hannah Arendt - Julia Kristeva
Guy Debord - Œuvres - Guy Debord
Héritage de Jacob, L’ - David B. Goldstein
Hiver au Proche-Orient - Annemarie Schwarzenbach
Histoire Secrète - Cesare Pavese
Humain, Inhumain - Judith Butler
Idée du Communisme, L’ - Alain Badiou & Slavoj Zizek
Jacobins Noires, Les - C.L.R. James
Juifs, le Monde et l’Argent, Les - Jacques Attali
Loin de New York - Annemarie Schwarzenbach
Ma’ruf Savatier
Notre patience est a bout - Claude Guillon
On est toujours trop bon avec les femmes - Raymond Queneau
Orient Exils - Annemarie Schwarzenbach
Où est la terre des promesses? - Annemarie Schwarzenbach
Penser Agir - Daniel Bensaïd
Portrait du Diable, Le - Daniel Arasse
Pourquoi Sarkozy va partir - JUDAS
Pouvoir des Mots, Le - Judith Butler
Profanation - Giogio Agamben
Production de l’idéologie dominante, La - Pierre Bourdieu & Luc Boltanski
Querelle des Anciens et des Modernes, La - AAVV
Qu’est-ce que le Libéralisme? - Catherine Audard
Trois Mousquetaires, Les - A. Dumas
Vie Précaire - Judith Butler
Voir une femme - Annemarie Schwarzenbach
Vous avez dit totalitarisme? - Annemarie Schwarzenbach
Zazie dans le metro - Raymond Queneau

Dia 14 de Maio, pelas 18h, apresentação do Candeeiro NOOVA. Editado pela Blindesign, autoria de Luís Teixeira e produzido palas reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires, feito de cabides de plástico reaproveitados.