domingo, 30 de maio de 2010

TOP 5 - Mês de Maio

LITERATURA
. Mizé - antes galdéria do que normal e remediada, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. A Máquina de fazer espanhóis, valter hugo mãe (Alfaguara)
. Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas, Ricardo Adolfo (Alfaguara)
. Os Íntimos, Inês Pedrosa (Dom Quixote)
. Os Melhores contos espirituais do Oriente, AAVV (Esfera dos Livros)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Histórias em verso para meninos perversos, Roald Dahl (Teorema)
. O Incrível rapaz que comia livros, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. O Segredo da Esfinge (Planeta)
. Migrando, Mariana Chiesa Mateos (Orfeu Negro)

NÃO-FICÇÃO

. Problemas de Portugal, Vitorino Magalhães Godinho (Colibri)
. 2780 Taberna - Cozinha Experimental (Bertrand)
. As Notícias nos Telejornais, Nuno Goulart Brandão (Guerra & Paz)
. Como tornar-se doente mental, J.L. Pio Abreu (Dom Quixote)
. Teoria da Viagem, Michel Onfray (Quetzal)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

OITO (18 & 19 de Junho - 21.30h)

SINOPSE | A partir da peça O AMANTE (THE LOVER) de Harold Pinter propomos um exercício que cruza o espírito performativo com o texto dramático. Os oito actores/intérpretes multiplicam o casal original da peça - Sarah e Richard – sobre um dispositivo cínico que estabelece quatro áreas distintas representativas das quatro salas interiores onde decorre a acção. Quatro sofás, quatro portas, quatro mesas de bebidas, quatro cadeiras compõem, assim, o quadro total onde os casais jogam, com as palavras de Pinter, o jogo quotidiano de Richard e Sarah onde a fronteira entre a verdade e a mentira é esbatida pelo que cada um diz. A natureza rítmica desta peça, em que forma e conteúdo se misturam, pareceu-nos ideal para este exercício que, sendo um exercício final, será, para todos os efeitos, um espectáculo de teatro. Nesse sentido todo o nosso trabalho decorre desse princípio e procura oferecer ao público uma abordagem à obra de Pinter que não se confunda com um mero exercício escolar mas que não deixe de reflectir o trabalho do intérprete como um trabalho individual dentro de um colectivo.

FICHA TÉCNICA | Direcção: Bruno Bravo | Interpretação: Andreia Silva, André Cortina, Isa Melo, Jan Gomes, Jorge Vara, Madalena Caixeiro, Ruben Guerreiro, Stephanie Fonseca | Cenografia e figurinos: Performáticos07 | Produção: NPE – Núcleo de Produção da ESTAL | Desenho de Luz e Sonoplastia: João Paiva | Design Gráfico: Alunos do 3¼ Ano de Design Gráfico da ESTAL| Duração: aprox. 60 min | Público-alvo: público com idade superior a 12 anos

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RESERVAS: Stephanie Fonseca - 938 470 260 - stetita@hotmail.com - Entrada 5€

quinta-feira, 27 de maio de 2010

em nenhum lugar (2 de Junho - 19h)

Inauguração da exposição de André Silva «em nenhum lugar», na Galeria Arthobler

Sabemos que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Somos observadores racionais capazes de perceber a diferença entre realidade e ficção, realidade e ilusão. Apesar disto, por vezes seduz-nos o prazer de suspendermos voluntariamente a incredulidade como se quiséssemos chegar a um acordo entre o que sabemos que é verdade e o que desejaríamos que fosse real.

A criação da paisagem como conceito artístico é, sem dúvida alguma, responsabilidade da pintura. Ela fez da Natureza um tema e da paisagem um género. Um género que atravessa a história da cultura. A paisagem criou-se e reproduziu-se. Inventou-se e modificou-se desde as oficinas de pintura mais célebres de cada período histórico. A natureza reflectia aspectos dramáticos, mágicos, religiosos, mas raras eram as vezes em que se pintava uma paisagem como realmente era; mais, a grande maioria das paisagens da história da pintura nunca existiram assim. Primeiro pintava-se de memória, depois a partir de uns esboços, finalmente os plen airs instalaram-se no campo para pintar diante do “cenário”. A pintura inventou uma paisagem ideal, falsa, cheia de lugares que nunca existiram, misturando numa superfície elementos da memória e desejo, dos sonhos e das necessidades sociais.

Na presente exposição apresento uma disposição de meios ─ instalação, desenho, pintura ─ onde se entrecruzam, uma combinação de “arte” feita a mão com a presença de suportes que têm um aspecto de acabamento mais industrial como é o caso de algumas peças escultóricas apresentadas. As obras são uma reflexão sobre o decorrer do tempo, uma metáfora sobre a vida e a morte, sobre o crescimento e a degradação.

O trabalho apresentado estabelece uma relação com a História da Arte, não pode dizer-se que se trata de imagens “realistas” mas também seria erróneo aproximar a obra de imagens abstractas. A abstracção é uma tradição que se entende a si mesma, é uma relação de evolução com o conjunto da história da pintura. Está encaminhada até à total autonomia da obra, trata de alcançar o que se supõe, o ponto álgido do meio, depurando ao máximo o seu vocabulário: cor, forma, relação. O ponto de partida deste trabalho é diferente. A pintura não busca a sua total autonomia senão uma fusão com a realidade que só pode dar-se convertendo-a num híbrido, numa amálgama que busca referências dentro e sobretudo fora do meio pintura.

Ao proporem percursos físicos e mentais, espaciais, sensoriais e psicológicos, as obras reconduzem-se a outros lugares, actuando sobre o tempo e a memória, através de um mecanismo de repetição dos motivos que se podem observar numa variação de escalas.

A representação da paisagem, sempre foi uma forma de conhecer o que nos rodeia e medir ou evidenciar os nossos parâmetros científicos, estéticos e morais. Quando se “faz” paisagem também se faz política, já que o olho está guiado pela formação e sensibilidade de cada um e a vontade de onde se quer colocá-lo. Apresentando ou omitindo, critica-se o entorno e o contexto; agudizando o olhar provocam-se leituras; utilizando estratégias ou fórmulas estéticas, distanciam-se ou aproximam-se determinadas problemáticas.

Diria que toda a paisagem está em lugar nenhum. Está mise en scène transforma e mais − transtorna as imagens representadas até as converter em perguntas. Onde se encontram exactamente estas paisagens? Qual é a sua geografia?

André Silva, Abril 2010

Homicídio Conjugal em Portugal (2 de Junho - 19h)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Golden Fur (29 de Maio - 22h)


O trio australiano Golden Fur é constituído por Samuel Dunscombe (clarinete e "laptop"), Judith Hamann (violoncelo) e James Rushford (teclados e viola de arco), movendo-se nas áreas da música contemporânea e improvisada, com uma particular atracção pelos cruzamentos multimédia e pela componente dramatúrgica da "performance" musical.

Para além de interpretarem as suas próprias composições, apresentam em palco obras de compositores seminais do século XX, como Olivier Messiaen, Giacinto Scelsi e Alvin Lucier, bem como dos maiores nomes da nova música electroacústica australiana, como Anthony Pateras, Robin Fox e Marco Fusinato.

Mais info: aqui.

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Entrada 5€

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Filipe Raposo - Piano Solo (21 de Maio - 22h)

Concerto de Filipe Raposo, no dia 21 de Maio, pelas 22h.

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PROJECTO | Parto para este trabalho com um grande respeito por tudo o que tenho ouvido e com uma enorme vontade de criar um percurso de escuta e interacção com esta música (universal) que dentro de mim se move – é de facto uma arquitectura universal. E, ainda, com a expectativa de continuar a encontrar no passado um dos elos criadores da raiz do meu futuro como ser humano e como músico. Desta forma os temas escolhidos tanto podem surgir a partir de uma perspectiva global, ou apenas dentro de uma perspectiva residual ou meramente evocativa. Podem servir de base a contrapontos originais ou ainda cruzar-se com outras temáticas. Podem ser reinventados harmonicamente, assumirem novas variações melódicas ou até novas falas e novas formas rítmicas.

Filipe Raposo

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FILIPE RAPOSO | Pianista e compositor nascido em Lisboa (1979), estudou piano na Escola de Música do Conservatório Nacional, com Anna Tomasik e José Bon de Sousa, Eurico Carrapatoso (composição). Além da formação erudita estudou também música improvisada, com João Paulo Esteves da Silva, Jans Thomas, George Cables... Licenciado em composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), estudou com Luís Tinoco, João Madureira, Sérgio Azevedo, Carlos Caires.

Pianista acompanhador da Cinemateca Portuguesa.

Mais informações: aqui.

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Entrada 5€

sábado, 8 de maio de 2010

Prémio de Literatura Casa da América Latina / Banif 2010

Somos o esquecimento que seremos, Héctor Abad Faciolince, trad. Margarida Amado Acosta , Ed. Quetzal - 19.95€

A Ler Devagar sugere...

Vous avez dit toutalitarisme?, Slavoj Zizek, trad. Delphine Moreau & Jérôme Vidal, Ed. Amsterdam

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Sur l'emballage du thé vert Celestial Seasonigs, on peut lire une courte description de ses bienfaits: «Le thé vert est une source naturelle d'antioxydants que neutralisent les molécules toxiques du corps appelées radicaux libres. Par la neutralisation des radicaux libres, les antioxydants aident les corps à entretenir sa bonne santé naturelle.» La notion de totalitarisme n'est-elle pas, mutatis mutandis, l'un des principaux antioxydants idéologiques, dont la fonction est depuis l'origine de neutraliser les radicaux libres, et d'aider ainsi le corps social à entretenir sa bonne santé politique-idéologique?, p. 11

OPEN DAY IV

Maio de 2010 será marcado pela 4.ª edição do Open Day, já no próximo dia 14 na Lx Factory, a maior edição de sempre. Com uma adesão massiva das empresas residentes e a abertura dos espaços com actividades individuais e colectivas, desta vez abrangendo todos os pisos do Edifício Principal, todos os espaços nocturnos e também actividades que se estendem ao exterior. Muito mais poderá ser descoberto ao longo dos vários espaços, à medida que se percorrem os caminhos dentro da Lx Factory, que convida a passar um dia e uma noite em cheio.

Mais informações: aqui & aqui.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Ler Devagar sugere...

L'art de Culpabiliser, Robert Neuburger, Ed. Payot

Sugestão da LER DEVAGAR para jovens casais em crise (e à procura de novos argumentos).

A Ler Devagar sugere...

On est toujours trop bon avec les femmes, Raymond Queneau, Ed. Folio/Gallimard

...e para os jovens casais em crise que não têm muito tempo para ler (a cruel verdade, segundo alguns).

A Ler Devagar sugere...

Vous avez dit totalitarisme?, Slavoj Zizek, Ed. Amesterdam

...a LER DEVAGAR compreende que às vezes se dizem coisas que não deviamos...

A Ler Devagar sugere...

Notre patiente est a bout, Claude Guillon, Ed. Radicaux Libres

...e porque não queremos a infelicidade dos nossos estimados jovens casais amigos/clientes...

A Ler Devagar sugere...

Pourquoi Sarkozy va partir, JUDAS, Ed. Denoel

...que não se use o nome dos autores para insultar terceiros...

A Ler Devagar sugere...

Mas no fundo, o que a LER DEVAGAR sugere mesmo é que mude de conversa: uma boa selecção de livros em Português, Francês, Inglês e Espanhol. Apresentações de livros. Concertos. Exposições. E muito mais.

Terça-Quinta - 12h-24h
Sexta-Sábado - 12-2h
Domingo - 12-22h

*
Há dez anos a Ler Devagar.

A Ler Devagar sugere...

La Querelle des Anciens et des Modernes, Ed. Folio/Gallimard

(...)

Últimas novidades em francês

14-18 Les refus de la guerre - André Loez

Al-Andalus - Pierre Guichard

Africain, L’ -Le Clézio

Ami, entends-tu - Joseph Kessel

Amour fou - André Breton

Animal donc que je suis, Le - Jacques Derrida

Anthologie de la littérature latine - AAVV

Art Culpabiliser, L’ - Robert Neuburger

Art à perte de vue, L’ - Paul Virilio

Aux fruits de la passion - Daniel Pennac

Beethoven - Bernard Fauconnier

Campagnes et Paysans d’Al-Andalus VIII-XV - Vincent Lagardère

Ce qui reste d’Auschwitz - Giorgio Agamben

Chanson de Roland, La

Chef-d’ouvre inconnu, Le - Honoré de Balzac

Chopin - Pascale Fautrier

Cœur Brûle et autres romances - Le Clézio

Comprendre le Tantrisme - André Padoux

Colonel Chabert, Le - Honoré de Balzac

Courts Métrages - Fernando Pessoa

De la Tyrannie - Leo Strauss

Démocratie Providentielle, La - Dominique Schnapper

Exercices de style - Raymond Queneau

Expérimentations Politiques - Maurizio Lazzarato

Gaza 1956 - Sacco Joe

Génie Féminin - Hannah Arendt - Julia Kristeva

Guy Debord - Œuvres - Guy Debord

Héritage de Jacob, L’ - David B. Goldstein

Hiver au Proche-Orient - Annemarie Schwarzenbach

Histoire Secrète - Cesare Pavese

Humain, Inhumain - Judith Butler

Idée du Communisme, L’ - Alain Badiou & Slavoj Zizek

Jacobins Noires, Les - C.L.R. James

Juifs, le Monde et l’Argent, Les - Jacques Attali

Loin de New York - Annemarie Schwarzenbach

Ma’ruf Savatier

Notre patience est a bout - Claude Guillon

On est toujours trop bon avec les femmes - Raymond Queneau

Orient Exils - Annemarie Schwarzenbach

Où est la terre des promesses? - Annemarie Schwarzenbach

Penser Agir - Daniel Bensaïd

Portrait du Diable, Le - Daniel Arasse

Pourquoi Sarkozy va partir - JUDAS

Pouvoir des Mots, Le - Judith Butler

Profanation - Giogio Agamben

Production de l’idéologie dominante, La - Pierre Bourdieu & Luc Boltanski

Querelle des Anciens et des Modernes, La - AAVV

Qu’est-ce que le Libéralisme? - Catherine Audard

Trois Mousquetaires, Les - A. Dumas

Vie Précaire - Judith Butler

Voir une femme - Annemarie Schwarzenbach

Vous avez dit totalitarisme? - Annemarie Schwarzenbach

Zazie dans le metro - Raymond Queneau

Candeeiro NOOVA

Dia 14 de Maio, pelas 18h, apresentação do Candeeiro NOOVA. Editado pela Blindesign, autoria de Luís Teixeira e produzido palas reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires, feito de cabides de plástico reaproveitados.