sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Menino Triste - Punk Redux - 22 de Dezembro - 21h30

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ENTRADA LIVRE

Punk Redux é uma home­nagem à cultura punk, um tributo às suas conquistas no domínio da criatividade e da liberdade de expressão, é uma ânsia de mudança ex­pressa através de uma valen­te biqueirada no piegas e no convencional, cujas repercus­sões se sentem ainda hoje.

Dois anos passados após a publicação de A Essência, essa viagem dividida entre Coim­bra e Veneza em busca do segredo da Arte, o Menino Triste volta para nos falar, e como de costume fazer reflectir, sobre os inícios do movimento Punk em Inglaterra. O prefácio do livro é da autoria de Soo Catwoman, um dos ícones mais marcantes de todo o movi­mento.

A história do livro parte de um pedaço de vida do seu autor que esteve em Ingla­terra em 1976 e que por acaso conheceu um punk, que viria a ser o “Punk”, ícone do movimento e amigo de Sid Vicious. Depois vêm Soo Catwoman, Susie e tantos outros que estiveram nas origens da cena punk. É com eles que o Menino Triste anda por Kin­gs Road, vai à “Sex” comprar roupas e até chega a ser convidado para tocar no “100 Club”. E assim, o livro leva-nos bem para o meio da cultura punk e fala-nos dos valores e das ideias por detrás deste movimento de contestação urbana. O punk foi muito mais do que os clichês dos cabelos em crista, das pulseiras de picos e da obscenidade. Há uma essência criadora e uma energia vital que foram esquecidos e que este livro tenta recuperar, como são o seu grito inconfor­mista, a sua luta contra o convencional e a ousadia de afirmar.

Mais uma vez, João Mascarenhas construiu uma história subtil que mistura o auto­biográfico, o factual e a ficção, fazendo do Menino Triste um dos verdadeiros prota­gonistas da história da música e da cultura punk.

Mas há mais, porque entrelaçando-se neste fio da narrativa principal, há uma reflexão sobre o Portugal de então, acabado de sair de uma ditadura que nem permitia conce­ber na imaginação, quanto mais na acção, algo próximo da contestação punk. É no cruzamento destes dois fios que surgem as reflexões e os acontecimentos mais origi­nais e provocatórios da obra e que podem ajudar a compreender o significado do 25 de Abril para as camadas mais jovens. Para os olhos mais atentos aos desenhos e à história, será possível descobrir José Mário Branco, Zeca e outros tantos como ele que fize­ram da liberdade de expressão a sua causa.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Don't ask why - João Francisco Vilhena

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO 6 DE DEZEMBRO - 19H

Trata-se de seres humanos, desprovidos de temperatura erótica, que apelam ao nosso olhar. Figuras saídas de um teatro de sombras. Criaturas vulneráveis que transmitem uma sensação de melancolia. Não perguntem porquê.

Lurdes Faria (Comissária)

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