quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sobre a balsa de Medusa - Anselm Jappe

"(...) Com efeito, derivamos para uma situação em que os humanos não são mais que «resíduos» (Zygmunt Bauman). As inúmeras pessoas que sobrevivem a vasculhar no lixo - e não só no «terceiro mundo» - mostram onde vai finalmente uma humanidade que estabeleceu como exigência suprema o processo de valorização mercantil: é a própria humanidade que se torna supérflua quando já não é necessária para a reprodução do capital-fetiche. Há uma quantidade cada vez maior de pessoas que já não «servem», nem mesmo para ser exploradas, ao mesmo tempo que lhes foram retirados todos os recursos para viver. E os que dispõem de recursos fazem frequentemente um muito mau uso deles.(...)" pp. 10-11