sexta-feira, 4 de julho de 2014

Top 10 dos livros mais vendidos no mês de Junho





Lisboa - David Pintor - Kalandraka
"As ruas calcetadas, as praças acolhedoras, o colorido dos estendais e dos azulejos, a luz e a água que tanto caracterizam a cidade... Nenhum detalhe passa despercebido neste caderno de viagem que mostra Lisboa de um ponto de vista original, repleto de elementos simbólicos que acompanham os visitantes no seu percurso por espaços tão emblemáticos quanto desconhecidos. "


Animalário Universal... - Orfeu Negro 
"Melhor Livro 2005 - Banco del libro de VenezuelaMelhor Livro Ilustrado 2004 - Feira Internacional Livro Infantil México O Animalário Universal do Professor Revillod é uma compilação de dezasseis ilustrações de animais, organizada de modo a que se possam fazer diferentes combinações entre elas. Este curioso compêndio permite criar os mais extraordinários animais: um mirabolante tigre com corpo de vaca ou um estrambótico hipopótamo com corpo de pulga e rabo de peixe. Um passatempo divertido, que convida a jogar com os limites entre a realidade e a ficção, procurando desorientar-nos de modo sempre humorístico."

Cartas Amorosas de uma...  - Mariana Alcoforado - Alethéia
"Primeiro publicadas em Paris, em 1669, sob autoria anónima, as cinco cartas que aqui se reúnem são o retrato de um romance malfadado - e um dos mais impressionantes textos que se conhecem sobre a solidão, a ansiedade amorosa e a entrega total e que acabaram consideradas um dos clássicos da literatura mundial.
Só em 1810 a autoria seria atribuída a Mariana Alcoforado (1640-1723), freira do convento da Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Beja, em Portugal. O suposto destinatário era um certo cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês que servira em terras lusas.
Stendhal, Sainte-Beuve, Rilke e Rousseau impressionaram-se com o teor de tais missivas, tendo este último inclusivamente, desconfiado da qualidade e da força dos textos, colocando mesmo em causa a sua autoria: "As mulheres não gostam de arte... é possível que alcancem algum sucesso com pequenos trabalhos que só necessitem de algum espírito e malícia. Elas não sabem descrever ou sentir o amor. Aposto tudo em como estas cartas foram escritas por um homem."
Mariana Alcoforado (2 de Abril de 1640-28 de Julho de 1723) é a presumível autora das cinco Lettres Portugaises (título com que foram primeiramente publicadas em 1669 em Paris) dirigidas a Nouel Bouton de Chamilly, conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português durante a Guerra da Restauração.  Mariana Alcoforado nasceu em Beja, onde, com 11 anos, para fugir à guerra e honrar o testamento da mãe, é obrigada a entrar para o Convento de Nossa Senhora da Conceição. Sem qualquer inclinação religiosa, Mariana submete-se à clausura mas anseia pelo momento do regresso à liberdade da vida real.  Um dia, pela janela do convento, o seu olhar cruza-se com o do jovem oficial francês Nouel Boton, nascendo daí uma paixão ardente e profunda, só interrompida pelo escândalo e pela fuga do rapaz para Paris, para onde Mariana Alcoforado lhe escreve estas cinco impressionantes missivas." 


Morte sem Mestre - Herberto Helder - Porto Editora
"«A Morte sem Mestre» é o mais recente livro de poesia de Herberto Helder. Escrito em 2013 e integralmente inédito, «Tudo quanto neste livro possa parecer acidental é de facto intencional» - «[...] peço por isso que um qualquer erro de ortografia ou sentido / seja um grão de sal aberto na boca do bom leitor impuro.», escreve-nos o autor.

Herberto Helder tem por hábito encadernar os seus livros com papel de embrulho castanho, escrevendo por fora com caneta de feltro vermelha o título e o nome do autor. A sobrecapa da presente edição evoca esse hábito, reproduzindo a sua caligrafia. É ainda incluído um CD, com cinco poemas lidos por Herberto."





Não Humano - Osamu Dazai - Eucleia 
Osamu Dazai (1909 – 1948) foi um dos maiores escritores japoneses do século XX. Não Humano é uma obra de pendor auto-biográfico e a última escrita por Dazai, por muitos considerada a sua obra-prima e ainda uma das mais vendidas e influentes no Japão.Não Humano explora poderosamente a alienação de um indivíduo face à sociedade, de um modo desesperante e tragicamente fatalista. Yozo, personagem principal do romance, é um jovem diferente e desajustado, cujo percurso é pautado por uma interminável busca pela compreensão do que são os seres humanos.“Não Humano apresenta-nos a imagem de um homem que carrega as suas misérias,fraquezas e amores, como um sino de leproso pelo mundo, a imagem da nossa simples humanidade.”The New York Times.



A Arte de dar peidos - Pierre- Thomas - Nicolas Hurtaut  - Orfeu Negro
"Se pertence ao grupo de leitores que se interroga "Mas então, dar peidos também é uma arte?", a resposta está neste ensaio conciso e teórico-físico do séc. XVIII. Clássico da literatura cómica, escatológica e pseudocientífica, "A Arte de Dar Peidos" confirma-nos que o peido é uma necessidade da natureza, uma condição de boa saúde, que pode e deve ser assumido como uma fonte de prazer. E até de arte, pois dar peidos não custa, custa é saber dá-los!"







As mulheres dos Nazis - Anna Maria Sigmund  - A Esfera dos Livros 

Adolf Hitler exercia um enorme fascínio sobre as mulheres. Emocionadas, com lágrimas nos olhos, eram as protagonistas de uma autêntica histeria de massas em eventos públicos onde aquele discursava. As senhoras da sociedade alemã de então também o admiravam e abriram-lhe o caminho para o sucesso. Mulheres como Hanna Reitsch, Leni Riefenstahl e Winifred Wagner elevaram a fama do seu ídolo. Geli Raubal, a sobrinha de Hitler, cometeu suicídio por sua causa e Eva Braun seguiu-o até à morte. Quem eram as mulheres dos oficiais de Hitler? Como viveram? Qual foi o seu papel na vida oficial, e nos bastidores? O que sentiu Magda Goebbels quando assassinou os seus seis filhos em 1945? Como lidavam Carin e Emmy Göring com o vício de morfina do seu marido? Como encarou Henriette von Schirach a decisão do seu marido de deportar 60 mil judeus de Viena? Corresponderam Unity Mitford e outras mulheres envolvidas no círculo nebuloso da elite do Partido Nacional-Socialista ao ideal que se propagava: «O homem cuida do povo e a mulher da família?» A historiadora Anna Maria Sigmund responde a estas e outras questões, numa obra fascinante e original sobre o lado feminino do Terceiro Reich.



Os Cães - Ola Nilsson - Eucleia 
"Os Cães aborda a vida de alguns jovens no escuro e frio nordeste da Suécia, numa pequena localidade onde uma ponte marca o dia-a-dia da comunidade. A ponte – símbolo da decadência da região e da entrada no mundo moderno – é o local de encontro dos jovens que, não tendo mais para onde ir e lidando com problemas de álcool, aí se juntam. Apesar do alcoolismo, das perigosas relações sexuais e da falta de orientação, existe, ainda assim, uma vontade constante de sobreviver, alimentada pela ansiedade e esperança de uma outra vida. Uma história cruel, violenta e emotiva a que não se consegue ficar indiferente.
«O estilo de Nilsson é sereno, tendo, por vezes, algum humor lacónico, mas sem nunca resvalar para sentimentalismos sobre o modo de vida das personagens: alcoólicos empedernidos que ainda não saíram da adolescência. Lembra Lars Görling: a poesia na brutalidade e na pobreza, a beleza presente na vida miserável. Os Cães de Ola Nilsson é um grande romance: contido no seu estilo curto e simples, mas com um alcance enorme.» " 

Ler Devagar está nos Jardins Efémeros em Viseu, de 10 a 20 Julho









DAR CORPO À ALMA, MATERIALIZAR O INVISÍVEL

"Assim se realiza a quarta edição dos Jardins Efémeros…
Habitar a urbe, debater a pólis, okupar a cidade; vivê-la e pensá-la como lugar com gente dentro. De facto, ao longo dos anos anteriores, muito aqui se foi dizendo sobre intenções, objectivos, meios e alvos de um festival – melhor, de uma festa – em que o espaço foi crescendo e o calendário alongando.
Mas, sobretudo, muito se foi realizando nos palcos e mesas, montras e varandas, ruas e praças da cidade; o que, afinal, impôs – isso mesmo, «impôs» – esse alargamento.


Temos cruzado o material com o imaterial da cidade, na fruição das mostras, acções e espectáculos que têm florido nestes jardins. Ousamos, agora (não cegamente), olhar o seu lado invisível; ouvi-lo, dizê-lo, enfim… vê-lo. Sem, nem um segundo, deixar de considerar o óbvio prazer do que se constrói, continuar a procurar ir além da obviedade do senso comum – afinal, o bom senso – e dar corpo a, materializar, o que se esconde atrás de um quotidiano minimal e automático (talvez empreendedorista, quem sabe?), primeiro passo da construção de um não-lugar.
E persistimos em, através de artes e ideias, espectáculos, exposições e debates, comunicação e sociabilidade urbanas, percorrer uma rua/caminho de cidade onde a História é um passado de sucessivas contemporaneidades e o presente possa vir a ser uma referência tradicional do futuro.
Tem sido hábito citar vozes poéticas a encerrar os preliminares escritos destes efémeros jardins. Não deixamos de manter a tradição; não porque seja tradição, mas porque – referenciando o simbolismo da sua história, embora curta – a reactualizamos e a tornamos, hoje mesmo, adequada ao que propomos fazer e interactiva com quem o queremos realizar. É, assim, que esperamos dar um contributo para prevenir e evitar uma cidade onde vivas por um fio de puro acaso (Alexandre O’Neill) ou, pluralizando, cidades que são esqueletos de aves de rapina (Mário Henrique Leiria) e, ainda, sítios onde os reclames do coração se cruzam, solitários e agrestes, reflectidos por trás nos ossos empedrados (Luís Miguel Nava).  "João Luís Oliva


MERCADO EFÉMERO

MERCADO DE LETRAS




Local | Livraria Efémera, 53
Horário | 11, 14, 15, 16, 17 de Julho – 15h00 > 00h00 | 12, 13, 18, 19, 29 de Julho – 11h00 > 00h00
Foram convidadas a associarem-se a esta edição dos JE as livrarias Ler Devagar (Lisboa) e Inc. Edições de Autor (Porto), partilhando uma loja de 80m2. Neste espaço podem encontrar livros, produções artísticas e actividades pensadas e programadas especificamente para Viseu.


Ver: http://www.jardinsefemeros.pt/