terça-feira, 10 de novembro de 2015

"A Balada do Marinheiro-de-Estrada" > 17 Dez > 21h30


"A balada do marinheiro-de-estrada" - Miguel Gullander | Melodrama para Soprano ao piano e djambé. Ana Maria Pinto - Soprano

No melodrama, o Soprano recita e canta a palavra poética desafiando os próprios limites para chegar além, ao desconhecido, à terra das grandes descobertas. O ouvinte acompanhará a viagem nunca saindo do lugar seguro da assistência, mas sendo, inevitavelmente, o recipiente do mesmo desafio.

A Balada do marinheiro-de-estrada é uma obra que marca novos rumos na moderna literatura portuguesa. Diferente de tudo, revela as muitas influências que cruzaram o universo do luso-sueco Miguel Gullander. O on-th-road atravessa o espectro das filosofias orientais numa análise profunda do nosso modo de viver e das angústias do homem dos nossos tempos. Um livro de viagens sobre como devem ser escritos livros de viagem. De como devem ser feitas as viagens. A linguagem é poética e estrutura-se como um sutra ao mesmo tempo que descreve o nosso mundo como muito poucos autores conseguem com concisão e nitidez, vendo para lá do superficial.

Ana Maria Pinto finalizou o seu Mestrado em ópera na Universidade das Artes em Berlim. Foi bolseira da Fundação Walter-Kaminsky (Munique) e da Fundação Calouste Gulbenkian. Apresenta-se nas mais importantes salas do país e no estrangeiro. Em 2014 interpretou o papel de Cecilia no fime "Casanova Variations" onde contracenou com John Mallkovich e cantou com o tenor Jonas Kaufmann. A peça A balada do marinheiro-de-estrada teve estreia em Maio de 2015 em Windhoek - Namíbia e primeira apresentação em Portugal na Casa Museu Teixeira Lopes. Iniciou recentemente o projecto "Xinganje & Kaviula" com o músico angolano Zé Beato.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Conversar é Preciso: Debate sobre a Avaliação - 18 de Nov. | 18h30


Conversar é preciso: debate sobre avaliação com a presença de diretores de escola, diretores de centros de formação, professores, formadores. Após o lançamento do livro Avaliar é preciso?, as autoras, Anabela Neves e Antonieta Lima Ferreira, consideram que conversar é preciso! Assim, criaram um espaço de debate, ao final da tarde, entre livros e especialistas para, "depois da obra lida", confrontar ideias, partilhar saberes, questionar convicções, analisar problemas e conviver. Esperam que em conjunto se possa aprender com cada um.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Concerto de Natal Arts2Science > 6 Dez > 16h


OLHO // exposição colectiva > Inauguração 19 Novembro das 16h00 às 19h00


19 Novembro – 19 Dezembro 2015
Livraria Campo Grande 111

Bárbara Assis Pacheco // Joana Linda // Miguel Bonneville Pedro Vaz // Sofia de Eça // Soraya Vasconcelos

Em Abril de 2013 inaugurou na Livraria Sá da Costa, em Lisboa, ‘Ilha’, uma exposição colectiva com doze artistas nacionais e internacionais, de diversas áreas artísticas.
Depois do impacto provocado pela leitura de ‘A ilha’, romance de Aldous Huxley, lancei como repto a leitura do livro como ponto de partida para uma exposição. Nessa altura, a minha preocupação mais premente era a de continuar a experienciar uma espécie de divórcio com a colectividade, de presenciar à minha volta um persistente individualismo alienado - daquelas ideias que se repetem num desdém contra o nosso próprio país, dando espaço às generalizações. ‘Ilha’ foi um acto inicial contra o isolamento.
Já não numa ansiedade de criar um colectivo - que parece ter sempre um prazo de validade -, de procurar uma união de dissidentes, e com isso tentar materializar uma utopia, mas como resultado de uma sempiterna obsessão com o corpo, com os seus limites e os seus significados, resolvi propor desta vez ‘A História do Olho’ como ponto de partida para a criação de uma obra.
Apesar de não me ter chocado quando o li - talvez porque já tivesse lido William S. Burroughs, J.G. Ballard e Bret Easton Ellis durante a adolescência -, o livro não deixou de produzir efeitos.
À medida que a percepção sobre o nosso corpo vai expandindo, também se expande com ela a noção do quão ele é confinado a didactismos, regras, normas. O corpo é o lugar onde se adquire conhecimento, poderia ter escrito Georges Bataille. Mas não escreveu. Escreveu livros de ficção transgressiva, com nuances autobiográficas, adoptando tudo o que era rejeitado, temido, ou desprezado. E é no seu rastro que nos inspiramos para realizarmos que somos também personagens confinadas às normas e expectativas da sociedade, e que quanto mais tentamos libertar-nos dessas correntes mais somos rejeitados: uma pessoa livre numa sociedade sem liberdade transforma-se num monstro.
Buscamos então n‘A História do Olho’ uma oportunidade para nos assumirmos monstros, terroristas da imaginação, numa ‘transgressão organizada’.

M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Lançamento "Ecos" > 22 NOV > 18H



A abrir com versos de longa data, traçados ainda adolescente num primeiro contacto com a escrita do sentir, seguindo na sua descoberta que se faz todos os dias, como algo novo que se tenta perceber, sentir este por vezes ambíguo, sem grande expressão mas repleto de questões, também acordadas na dor que tantas vezes o acompanha, dor que precisa de ser traduzida, pensada, tornada tolerável e sim, muitas vezes finalmente chorada.
De tantas vicissitudes a procura de calma impõe-se, perdeu-se, desgarrada procura-se em pequenas reflexões dos porquês, a distância como a saudade impõe-se, num acordar para novas realidades mais leves mas igualmente profundas, a todo aquele que as queira olhar.
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Opening with long-term poems drawn as a teenager in a first contact with the writing experience, following in its discovery that is done every day as something new that you try to understand, feelings sometimes ambiguous, without much expression but filled with issues, also awakened in the pain that so often accompanies them, pain that needs to be translated, thought, made tolerable, often and finally wept.

From so many vicissitudes the search of peace imposes itself, lost, stray, it searches itself in small reflections of the whys, some distance as the longing impose themselves, an awakening for new softer but equally profound realities, to anyone willing to consider.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

"Avaliar é Preciso" de Anabela Neves > 18 Nov > 18h30


Grupo de Teatro Contentor apresenta a Peça "O IRMÃO" de David Mourão-Ferreira > 15 Nov > 18h30



Numa véspera de natal quatro pessoas encontram-se na mesma casa. A atmosfera e os diálogos de contida ameaça e de latente suspeita, vêm revelar a espessura complexa e problemática das relações entre as personagens. Um passado comum e trágico vai-se desvendando.

Direção de atores: Ricardo Silva
Assistente de Encenação: Ricardo Silva
Encenação e interpretação: Ana Rodrigues, Cristina Rocha, José Pedro Martins e Ruben Ramires.


Exposição "Realidades Paralelas" de Tiago Germano Rodriguez > 4 Nov > 19h