[SINOPSE]
O Raid
do Comunismo Erótico sobre a Cidade
Exposição
As
obras são colagens de um work
in progress
que nasceu da formação de actores num grupo que existiu, nos anos
70/80, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e depois o
processo autonomizou-se e foi explorado até aos limites. Tentou
criar-se uma nova linguagem sinestésica
poesia-música(ritmo)-dramaticidade
das imagens, do sexo e do humor. A base eram imagens de revistas
erótico-pornográficas da época, com outras revistas e jornais
de Artes “institucionalizadas” juntas com os poetas malditos, os
livros “negros”,
muito cinema e muito Rock
and Roll…
e o próprio autor como experimentador-criador. Textos políticos. A
mistura era confusional. Problemática, caótica. As colagens, ainda
hoje se desejam motivo de escândalo e foram finalmente submetidas a
um jogo de tipos de impressão, de escalas e de suportes que envolve:
postais, posters e serigrafias, além dos originais.
Sugeriu-se
a Ramiro Osório e Ana Johnson que trabalhassem algumas dessas
serigrafias a que os pintores acederam e se apresentam igualmente.
Performance
Teatral
Na
inauguração, dia 15 de Junho pelas 19h, realiza-se uma performance
multimédia a partir da peça em um acto de Eduardo Sanguinetti, “A
decifração do sonho”. Peça vanguardista encenada como um
concerto a várias vozes, acentuando os aspectos plásticos e visuais
que percorrem todo o texto e em paralelo com as obras expostas.
Envolve teatro, dança, vídeo e um concerto ao vivo. Ficará junto
com a exposição uma instalação sonora extremamente apelativa à
participação: um velho gira-discos pronto a funcionar e discos da
época.
PARA
MAIORES DE 18 ANOS