domingo, 4 de setembro de 2016

Concerto Quinteto Madeira > 17 Setembro > 22 horas


João Madeira, contrabaixo

Nasceu em 1979 e estuda contrabaixo desde muito jovem, iniciando os seus estudos de escola clássica e enveredando mais tarde pelo desenvolvimento da improvisação com este instrumento, através da prática do jazz e de diversas linguagens étnicas do mundo. Compõe a sua própria música, desenvolve performances a solo e também tem colaborado regularmente com o teatro e o cinema. A solo destacam-se os seus projetos AERO, video-arte e performance ao vivo, e ETERIUM, para uma exposição de pintura. Professor de Música em Lisboa e anteriormente no Porto, Madeira desenvolveu também o seu gosto pela literatura, especialmente a poesia, tendo publicado o seu livro de poesia em 2001, E a Lua Forma-se Luar. Depois de se licenciar em Musicologia, João Madeira participou como investigador na candidatura do Fado a património imaterial da humanidade (UNESCO), e foi coordenador do sector de música do INATEL/FNAT.
Co-fundador do Quarteto Incrível (com Manuel Guimarães, piano e guitarra; Paulo Galão, clarinetes e Pedro Castello Lopes, percussões) e do Trio Última Virtude (com Bruno Parrinha, sax e Pedro Castello Lopes, percussões).
Apresenta-se agora com o seu quinteto (José Lencastre, sax; Francisco Andrade, sax; Pedro Santo, bateria e Pedro Castello Lopes, percussões) pela primeira vez neste concerto que descreve, com humor, como sendo um “duplo trio, por ser constituído por dois saxofonistas, dois percussionistas e um contrabaixista que toca por dois”.


José Lencastre, sax

Saxofonista nascido em Lisboa, Portugal.
Formação em Jazz e improvisação (Estudou no Chichester College of Arts em Inglaterra; no Hot Clube de Portugal, em Lisboa e na Eastman Community Music School, em Rochester, NY )
Tem tocado diversos géneros musicais em projectos como Cacique 97 (afrobeat), Tsuki (experimental/electrónica), The Most Wanted ( Reggae) Orquestra Arte & Manha (choro, samba), Cooltour (Dubstep), Agência de Viagens (Poesia), Farra Fanfarra (brass band) e também em diversas formações de música improvisada. Fez parte do agrupamento dos cantores angolanos Aldo Milá e Chalo Correia e também do cabo­verdiano Calú Moreira.
Atuou nas principais salas de espectáculos e festivais em Portugal:­ FMM SInes, Festival Med, Andanças, BoomFestival, RockInRio, Sudoeste, etc. Actuou em Espanha, Itália, Polónia, Alemanha, República Checa, Eslováquia, Hungria e Marrocos.


Francisco Andrade, sax

Iniciou os seus estudos musicais de saxofone aos 12 anos de idade, como aluno da escola de música da Banda Recreio Camponês. Um ano mais tarde ingressou no Conservatório de Música de Madeira na classe do prof. Duarte Basílio.
No ano lectivo de 2000/2001, foi admitido no curso de Prática Orquestral na Escola Profissional de Música de Espinho na classe do prof. Francisco Ferreira onde concluiu o 12º ano e o III nível do Ensino Profissional.
Tem a frequência do 3º ano do Curso Superior de Música-Instrumento no Campus Universitário de Almada (I.S.E.I.T) na classe do prof. Mário Marques.
Foi aluno da classe de combo da Escola de Jazz do Barreiro, orientado pelo prof. Mário Delgado, participando na IV Festa do Jazz do São Luís com o referido Ensemble, onde lhes foi atribuído o Prémio de Reconhecimento.
Paralelamente estudou na Academia de Amadores de Musica, fazendo parte do
combo e Ensemble orientados pelo Prof. Mário Delgado e José Menezes.
Representou a Universidade de Évora na edição de 2011 da Festa do Jazz do São Luís, onde foi reconhecido com uma Menção Honrosa na categoria de melhor
instrumentista.
Concluiu em 2011 a Licenciatura em Jazz da Universidade de Évora na classe do
prof. José Menezes.
Actualmente leciona aulas de saxofone e teoria na Escola de Jazz do Barreiro, New Music School e Musicentro Lisboa.
Actualmente é director musical da Big Band da Escola de Jazz do Barreiro
Líder do trio "Blood Tree" com o Mario Delgado e João Lencastre onde tocam temas originais;
Duo com o pianista Vasco Pimentel;
Duo Niels & Gustafsson;
Duo joão Madeira (Ctbx) & Francisco Andrade (Sax),
Membro dos Lisbon Soundpainting Orchestra;
Membro fundador do projecto Yemanjazz,
Membro da Reunion Big Jazz Band;
Membro da LA BandaLarga,
Membro dos Tumbala - movimento tubofonico.


Pedro Santo, bateria

Comecei a minha jornada no que para mim foi e é a mais importante escola: as bandas. Tive o prazer de integrar: Blak Nepal (reggae), The Lost Park (pós-punk), Farra Fanfarra (marching brass band), The Final Happiness (rock improvisado), Skacofonia (jazz/ska), Rising Echo (dance music improvisada), Bä Mbo (experimental), Inner Spaceways (improvisação livre),The Most Wanted (reggae/afrobeat), Projecto Na Descontra (hip-hop), Peixe Frito (improvisação livre). Entretanto fui recebendo umas dicas, algumas boas, outras más, no Hot Clube de Lisboa, e na JB Jazz. Aprendi com Sertório Calado, Bruno Pedroso, Osvaldo Pegudo, Carlos Miguel e João Moreira.


Pedro Castello Lopes, percussão

Músico de formação autodidacta, tendo residido e tocado no estrangeiro durante várias décadas, sobretudo flauta transversal e guitarra envolvendo-se com vários géneros musicais, em particular com o free jazz no início dos anos 70 em Paris. Foi da sua amizade com Naná Vasconcelos nessa cidade em que ambos vivíamos que, por contágio, surgiu a percussão como novo caminho na música. De volta a Portugal nos anos 90 organizou concertos de Jazz em parceria com o Teatro Experimental de Cascais e foi gerente do bar de Jazz ao vivo Improviso, também em Cascais. Funda o Centro de Ensino de Percussão que funcionou durante 12 anos em Lisboa. Fundador do grupo de percussão Pura Mistura com Vítor Martins, Jorge Mendonça Oliveira e o grande mestre guineense Armando Pereira. Está envolvido há largos anos com a música de improvisação livre em Portugal e foi, com António Chaparreiro, fundador dos grupos Serendip (septeto constituído pelo quarteto de percussões Pura Mistura e Lumpen Trio (António Chaparreiro, guitarra; Miguel Sá, electrónica e Jorge Serigado, baixo) e mais tarde do grupo Instantâneos, septeto de que fizeram parte, ou por ele passaram, Nuno Rebelo, Rui Alves, Miguel Sá, Jorge Serigado, Eduardo Lála, Johannes Krieger, Bruno Parrinha, Nuno Reis, Miguel Mira, Gabriel Ferrandini e André Mota. Participou em numerosos concertos da VGO de Ernesto Rodrigues, alguns editados em CD. Tem vindo a actuar com alguns dos mais importantes músicos desta área em concertos mas também anualmente nos cinco últimos Encontros de Música Improvisada da Atouguia da Baleia (MIA) com músicos portugueses e estrangeiros.
Em 2014 organiza os eventos de música improvisada “Os Ouvidos Têm Paredes” com grandes músicos desta área (sete concertos na Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea de Almada e quatro no Cine Incrível).
Co-fundador do Quarteto Incrível (Manuel Guimarães, piano e guitarra; Paulo Galão, clarinetes e João Madeira, contrabaixo) e do Trio Última Virtude (Bruno Parrinha, sax e João Madeira, contrabaixo) tem, mais recentemente, integrado ainda o trio de Sei Miguel (Sei Miguel, trompete e Fala Mariam, trombone) estando prestes a ser editado em CD o último concerto com eles realizado na ZDB.