terça-feira, 22 de março de 2016

"Anéditura, cantar Pessoa" > Paulo Sanches > 21 Maio > 22h


Paulo Sanches é natural de Lisboa, autor e produtor do projecto “Aneditura “Cantar Pessoa.

Grande admirador do eterno e grande poeta Fernando Pessoa, musicou alguns dos seus poemas criando canções, através de melodias diversas, ousando, que as mesmas fiquem no ouvido de quem as ouve, sem preconceito ou influência musical, permitindo uma abordagem reinventada à poesia do Poeta, preservando toda a sua enorme qualidade poética.

Exposição "Caminhos" > Maria Lúcia Veiga > 30 Março a 17 Abril


"...as imagens da guerra actual como presentificação dos terrores e desamparo infantis..."
                                                                                                                              Linda Santos Costa

Maria Lúcia Veiga
marialuciaveiga.wix.com/arte
www.facebook.com/artistamlveiga

Exposição de Pintura "Cartografias" > Teresa Ribeiro > 27 Abril a 15 Maio


Cartografias, mesmo!

(…) É que quem tem vindo a acompanhar a obra da artista, é inevitavelmente levado a verificar que, de facto, de cartografias ela é feita. Na realidade, tanto a série "Movimento dos Sons" (1993), como a de "Paisagens Matéricas" (1999) e a de "Espírito da Matéria" (2002) – talvez as mais significativas neste particular cadastral geográfico –, se apresentam (até pelas designações) como registos bem definidos, nas suas latitudes e longitudes mentais de espaços, signos, essência pictórica, geometrias e volumes, ideários e sensações. 

Sim, sensações, aquilo que em princípio se procura ao observar uma obra de arte. E que nesta série elaborada desde 2012 até agora nos surgem eivadas de dramatismo – já que, por azar do destino, são mostradas num tempo incompreensível de desprezo pela vida humana, em que rios de sangue escorrem para o nosso quotidiano, pontuando uma cartografia que compreende topónimos como Nova Iorque (…) Paris, Bruxelas…

Enfim, a artista não o terá procurado conscientemente e pode parecer abusivo o palavreado de quem lhe apresenta a mostra. Mas nestes dias é quase inevitável a associação, pela violência das manchas vermelhas que Teresa Ribeiro coloca nos suportes, no entanto em contraste com mares de calmaria azul. Por outro lado, sublinha os seus mapas com o esgrafitado nervoso, que de há muito lhe marca a obra, e imaginárias manchas de névoa. Algumas peças são até rasgadas por meridianos e paralelos que dão enquadramento aos territórios pictóricos que se pretende cartografar, disciplinada ou aleatoriamente…. 

Digamos que com este conjunto de massas coloridas e caligrafias abstractas, as cartas com que Teresa mapeia o espaço se tornam parte da nossa geografia pessoal e colectiva, do nosso atlas humano de seres complexos e diversos, de inúmeras vivências definidas por múltiplas coordenadas e outros tantos azimutes. Porque não somos de um único ponto, de um único pólo, de um único continente. Por isso, também, esta exposição se torna tão fascinante.

Joaquim Saial, Abril/2016


BIOGRAFIA        
Teresa Ribeiro
Naturalidade – Lisboa

▪ Formação académica
Licenciatura em Design pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa;
Mestrado em História da Arte pela F.C.S.H. - Universidade Nova de Lisboa.

▪ Associações
Membro de L’ Association des Artistes de France.

▪ Exposição permanente da sua obra
Palácio dos Capitães Generais. Angra do Heroísmo;
Palácio da Madre de Deus, Angra do Heroísmo;T.A.P. Air Portugal, Lisboa;
Colecção de Arte Contemporânea do Governo Regional da Madeira, Funchal;
Colecção de Arte Contemporânea do Museu Regional de Sintra;   Vila Franca de Xira; Museu Mun.do Sabugal; Fund. Bernard Tallés. Marselha, França;
Museu da Cidade de Lisboa; Col. particulares, Portugal e no estrangeiro.

▪ Prémios
1993   Prémio de Pintura Abstracta,Medalha da Cidade Gimont, França
1995   Selecção do melhor artista internacional. Château de Saint-Victor - França;
1995   Prémio do Júri Visitante
- Grand Prix du Languedoc - Roussillon;
- Galerie Jules Salles, Nîmes, França;
1993   Medalha da Cidade de Saint-Galmier. Salon Européen des Beaux Arts - França;
1993   Prémio de Pintura Abstracta. Medalha da Cidade Gimont, França

CONTACTOS :      
- Contactos – Tel.  963 568 822
- Email – r.teresaribeiro@gmail.com

- Site – www.teresaribeiropintora.com

Concerto Jazz > Arsénio Martins e Ricardo Quintas > 25 Março > 21h


Programa:

1. A Fogueira não queima as lágrimas
2. Filme com imagens de jazz
3. The Crowd
4. Na Margem do Prazer
5. SorrisoS Invisiveis
6. Notas Brancas
7. Papo Furado (Baião) - Hermeto Pascoal
8. Cinema Paraiso - Andrea Morricone 
9. Western Tango 
10. La Mancha Blues 


Arsénio Martins > Piano & Composição
Ricardo Quintas > Clarinete

Arsénio Martins > 20 anos       1996 / 2016



quarta-feira, 9 de março de 2016

Lançamento do Livro de Poesia “Lunaris", de Rosário Ferreira Alves > 20 Março > 16h


“Trata-se, a meu ver, de uma poesia consistente e rítmica, particularmente bela nas imagens que constrói e sugere, e que ora nos serenam, ora nos inquietam e nos envolvem sempre, sílaba a sílaba, na direcção primordial de uma claridade maior.”

Maria João Martins, sobre a obra da mesma autora, “reflexos na desordem das sombras”

“Disposta em poema branco, trata-se de uma escrita incisiva e inquietante, que nos questiona, amiúde, sobre o propósito da viagem; os caminhos e as margens; as esquinas e os contornos; apelando à justiça, à linearidade clarificadora das coisas, à “verdade dos instantes sem sombra”.”

Mel de Carvalho, sobre “reflexos na desordem das sombras”

“A poesia da Rosário contém, noutros versos, uma dose inesperada e subtil de sensualidade, sempre a par com a cumplicidade entre o corpo e a natureza.

Vera de Vilhena, sobre “reflexos na desordem das sombras”

“Rosário Alves, escritora de versos, é dona de um estilo criativo e inteligente, caracterizado por uma equação de olhares. A autora surpreende com o talento que vem da alma para criar emotividade de raiz obscura, reunindo versos que afagamos no íntimo da nossa solidão.”
Luís Galego, sobre “reflexos na desordem das sombras”

Rosário Ferreira Alves nasceu em S. Pedro do Sul, distrito de Viseu, no Verão de 1969. Mudou-se para Lisboa muito jovem para estudar e trabalhar na área do turismo. Os livros e a escrita têm sido um portal de encontro com o que é natural, livre e belo. "reflexos na desordem das sombras" (2013) é o seu primeiro título publicado na Poética, a que se segue este "lunaris". De sensibilidade depurada, tem como sonho ser, como diz o mestre Agostinho, além de poeta também poema.

Para mais informações:
poeticaedicoes@gmail.com | 960039138
http://poeticaedicoes.blogspot.pt/

Livraria de Lisboa em top 10 mundial do 'industrial-chic'

Livraria de Lisboa em top 10 mundial do 'industrial-chic': Jornal Guardian escolheu 'dez dos espaços industriais mais chiques em todo o mundo'. A Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, é uma delas. A 'bicicleta voadora' ajuda.

domingo, 6 de março de 2016

Lançamento do Livro " De umas coisas nascem outras" de João Pedro Messéder e Rachel Caiano > 9 Mar > 18h30


Apresentação do Livro "Os Algozes de Nenhures" de Ana Ferreira da Silva > 25 Mar > 18h30


“Nenhures seguia a sua rotina pachorrenta, retardada pelo calor do Verão.

“Uma bela tarde, em pleno dia de feira, o adro da igreja fervilhava de barulho e confusão, quando o povo foi surpreendido pela passagem dos homens de D. Furibundo, que atravessavam a multidão arrastando atrás de si três presos com ar de quem não facilitara a prisão. A fechar o cortejo vinha uma carroça manca puxada por um burro manco. Dentro da carroça, mal encobertos por uma velha manta, uns pés e umas mãos sem vida traíam o crime dos malfeitores.

“ – Abram alas! – bradava o soldado que abria o cortejo. – Abram alas à justiça de Nenhures!”


Sobre a Autora:
      Ana Ferreira da Silva nasceu em Lisboa, a 7 de Maio de 1957. A sua infância decorreu entre Madrid, a linha de Cascais e Moçambique. Este contacto precoce com culturas e mentalidades diversas contribuiu para uma salutar abertura de espírito, mas também para o desenvolvimento de um carácter introspectivo, fruto dos frequentes desenraizamentos. Foi deste modo que, ainda em África, começou a voltar-se para a escrita, ensaiando os primeiros passos em poesia e conto.

      Aos 14 anos começou a interessar-se pelo romance histórico.

      Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa e actualmente é anestesista do quadro do Hospital das Forças Armadas, mantendo a escrita como actividade paralela.

      Não sendo a sua primeira obra, o conto medieval “Os Algozes de Nenhures” surge como a sua estreia perante os leitores.

Exposição de Pintura > Pierre Costa > Inauguração 17 Ago > 18h30


Apresentação do Livro "Sina Social Cigana", de Manuel Carlos Silva > 15 Mar > 18h30



O Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Polo UMinho, as Edições Colibri e a Livraria Ler Devagar convidam V. Ex.ª a estar presente na apresentação do livro “Sina Social Cigana. História, Comunidades, Representações e Instituições”, de Manuel Carlos Silva e colaboradores/as, a qual terá lugar no dia 15 de Março, pelas 18h30, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa. 

O livro será apresentado pelo Professor Doutor Pedro Bacelar Vasconcelos, Professor Associado da Escola de Direito da Universidade do Minho e pela Professora Doutora Maria Manuela Mendes, Professora Auxiliar da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

Sobre o Autor:
Manuel Carlos Silva – Doutorado pela Universidade de Amesterdão em Ciências Sociais, Culturais e Políticas. Professor Catedrático aposentado e Investigador Integrado no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Polo UMinho, foi Diretor do Centro de Investigação em Ciências Sociais entre 2002 e 2014. Distinguido com o Prémio Sedas Nunes pela obra “Resistir e Adaptar-se” (1998, Afrontamento) sobre o campesinato, tem publicado sobre o rural-urbano, desenvolvimento e desigualdades sociais (de classe, étnicas e género). (Co)organizador de Congressos nacionais e internacionais, foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia entre 2010 e 2012.