
in Voyage au bout de la nuit
A LER DEVAGAR encontrar-se-á encerrada para inventário entre os dias 3 e 5 de Janeiro, estando apenas assegurados os serviços mínimos.
FESTA DE FIM DE ANO NA LER DEVAGAR (LX FACTORY)
Jantar e música, a partir das 20:30h até às 4:00h
DJs: Alexandre Barbosa e Pull
Ementa do jantar (serviço do café Malaca Too, no r/c)
Boas-vindas: Cocktail “Selamat Datang” (Boas vindas em Malaio)
Sopa: Sopa de caranguejo com ovos
Entrada: Salada de manga de Palma, tamarindo e caju
Prato: Bacalhau em posta, mexilhões, vieiras e gambas tigre em molho de caril verde acompanhado de arroz de coco e legumes
ou
“Roast Duck à l’orange” com pêra asiática acompanhado de massa em molho de sésamo e soja
Sobremesa: Compota de figo quente com gelado de queijo de cabra
ou
Gelado de castanha caseiro e “marron glacê” com molho de chocolate
Café / chá
Incluído: uma taça de espumante para brindar e uma garrafa de vinho por casal
Preço: 50 euros por adulto | 25 euros por criança (menos de 12 anos)
BEBIDAS
Vinho tinto Três Bagos, Douro 2007
Vinho branco Três Bagos, Douro 2009
Espumante Murganheira Super Reserva Bruto
Rolha : Cobramos 7€ de rolha para champagne e espumante e 4€ para vinhos
ALTERNATIVAS
Jantar - 35 euros por pessoa, com vinho e espumante à parte (exclusiva para sócios da LER DEVAGAR, no 1.º andar)
Bar aberto (a partir das 23:00h), sem jantar - 15 euros por pessoa
Inclui: 4 bebidas, bolo rei e frutos secos
ou
Bar aberto sem limite de bebidas – 25 euros por pessoa
(Lugares limitados. Para jantar, só se aceitam reservas até ao dia 30 de Dezembro às 20H00, através do e-mail: livraria@lerdevagar.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar , ou pelo telefone 213 259 992).
LIVRO | A sua genialidade, simpatia e irreverência, indissociável da bengala e do cabelo em desalinho, fazem de António Victorino d’ Almeida uma das figuras mais queridas do panorama artístico nacional. Pianista, compositor, maestro, escritor, realizador de cinema e de televisão, encenador, comunicador nato. Quem é, afinal, o homem por detrás de tantas criações?
Referência incontornável na vida cultural portuguesa, António Victorino d’ Almeida é conhecido sobretudo pela sua produção artística e literária (são muitas e variadas as suas incursões pelo mundo da música, do cinema, da literatura ou da televisão). Porém, Ao Princípio era Eu, a sua autobiografia, mais do que evocar todo esse percurso dá antes a conhecer o homem por detrás do profissional respeitado e multifacetado que é.
Mais do que revelar “o homem dos sete instrumentos”, como é conhecido, a autobiografia de António Victorino d’ Almeida mostra (em histórias e fotografias do seu álbum particular) o homem que era antes de se ter transformado naquilo que é hoje: uma das maiores figuras do panorama cultural português das últimas décadas.
A infância, a juventude, a entrada na idade adulta, as primeiras paixões, está tudo nas mais de 600 páginas, fora extratextos, de Ao Princípio era Eu.
AUTOR | António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 21 de Maio de 1940. Aluno de Campos Coelho, finalizou o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores e diplomou-se em Composição pela Escola Superior de Música da cidade de Viena.
Pianista, compositor e maestro, é ainda autor da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queirós, e realizou o filme A Culpa - primeira longa-metragem portuguesa a vencer um festival de cinema no estrangeiro (Huelva, 1980).
Como escritor, publicou, entre outros, Histórias de Lamento e Regozijo, Coca-Cola Killer, Um Caso de Biografia, Polissário, Tubarão 2000, Memória da Terra Esquecida, O Que é a Música, Toda a Música que eu Conheço (2 vols.), Os Devoradores de Livros e Músicas da Minha Vida. Escreveu, apresentou e realizou mais de uma centena de documentários culturais para a televisão, foi membro do júri do Concurso de Piano de Moscovo e é actualmente Presidente do Sindicato dos Músicos Portugueses.
Inspirado na obra literária de Henry David Thoreau, autor que desmonta as vicissitudes da existência humana em plena Revolução Industrial americana, Walden Pond's Monk vem afirmar as opções estéticas e ideológicas do músico e compositor, que se cruzou recentemente com Walden ou a Vida nos Bosques e Desobediência Civil, as obras de Thoreau eternizadas como legado da sua filosofia.
O espírito contestatário presente na sua obra, que apela à liberdade, à expressão individual e ao reencontro do Homem moderno com as suas raízes ancestrais de comunhão e respeito pela natureza, exercem um enorme fascínio em Tiago Sousa. De tal modo que se concentra em compreender como poderá aplicar estas concepções ideológicas na sua expressão artística. A estética que o músico vem desenvolvendo, cristalizada em Insónia (Humming Conch, 2009) e confrontada com a obra ensaística de Henry David Thoreau encontra o meio para a sua emancipação. Prossegue assim o seu caminho numa abordagem quase-romântica, quase-impressionista, sem os formalismos da escola erudita, abraçando ao invés, agora em plena consciência, a simplicidade como fundamento da sua existência.
Com o lançamento do álbum marcado para Março de 2011 (local a anunciar), Tiago Sousa pretende iniciar um novo ciclo da sua carreira musical com Walden Pond's Monk.
TIAGO SOUSA | Tiago Sousa nasceu em 1983 numa manhã chuvosa de Outono. A sua infância é profundamente marcada pela presença da sua avó com quem aprende a tocar piano e com quem cultiva um património emocional ligado aos grandes mestres da música erudita. Com a entrada na adolescência cede ao apelo do universo do rock que o leva a criar as suas primeiras bandas.
Ao chegar ao Barreiro na primeira década do século XXI, a cidade da margem sul que o abraçou com energia criativa e uma nova cena musical, Tiago Sousa cria a netlabel Merzbau, que incentiva as primeiras aventuras musicais de nomes como Noiserv, Lobster ou B Fachada, enquanto participa como músico nas bandas Goodbye Toulouse, Jesus, the Misunderstood e Sapien Sapiens. Frequenta ainda a Escola de Jazz do Barreiro e envolve-se na produção dos festivais de música do Barreiro como o Out.fest, Barreiro Rocks e o Barreiro Outras Músicas.
Em 2006, de regresso a uma fase de busca interior pela sua identidade criativa, é mais uma vez um gesto da sua avó que marca o seu percurso: Tiago Sousa recebeu um piano vertical em sua casa. Nesse momento o músico planta as sementes de Crepúsculo, o seu primeiro álbum, editado ainda em 2006, e de Noite/Nuit, editado em 2007, ambos na Merzbau.
Os seus impulsos criativos não cessaram de se transformar em composições cada vez mais sólidas. Em 2008 surge The Western Lands, editado pela alemã Resting Bell, e em Novembro de 2009, dá a conhecer Insónia, disco editado pela também alemã Humming Conch, que marca simbolicamente a fundação da sua estética. Insónia passa por salas como a Galeria Zé Dos Bois, o Teatro Municipal Maria Matos, ou a Livraria Trama, entre outras.
The Walden Pond's Monk, disco que será lançado pela editora americana Immune Recordings em Março de 2011, representa um passo determinante na afirmação estética de Tiago Sousa, reforçada pela leitura de dois clássicos da literatura americana, Walden – Or Life in the Woods e Civil Disobidience, escritos no final do século XIX por Henry David Thoreau.
Fortemente influenciado esteticamente por compositores do período Romântico e Impressionista e ideologicamente por correntes de pensamento protagonizadas por nomes como Lao Tze, Walter Benjamin, Guy Debord ou Jacques Rancière, a sua abordagem expressa-se através de música de respiração lenta e formas simples guiada por um método espontâneo, emotivo e auto-didacta.
Tiago Sousa cruzou o mesmo palco com músicos como Shannon Wright, Vic Chesnutt ou Half Asleep, e percorreu a Europa por duas vezes para tocar nas principais cidades europeias, entre as quais Berlim, Barcelona, Bruxelas e Paris.