quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sugestão de leitura...

«(...) os livros são caros no acto de compra, não valem nada na revenda, assumem preços incomportáveis depois de esgotarem, são pesados, acumulam pó, sofrem com a humidade e com os ratos, a partir de uma certa quantidade tornam-se quase impossíveis de transportar de uma casa para outra (...)»

Jacques Bonnet, Bibliotecas cheias de fantasmas, trad. José Mário Silva, Quetzal, 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

FECHADO PARA INVENTÁRIO

A LER DEVAGAR encontrar-se-á encerrada para inventário entre os dias 3 e 5 de Janeiro, estando apenas assegurados os serviços mínimos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

TOP 5 - 2010

LITERATURA

. Bom Inverno, João Tordo (D. Quixote)
. Máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Melhores Contos Espirituais do Oriente, AAVV (a esfera dos livros)
. Mizé - antes galdéria do que normal e remediada, Ricardo Adolfo (Alfaguara)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod, (Orfeu Negro)
. Primeiro Gomo da Tangerina, Sérgio Godinho & Madalena Matoso (Planeta Tangerina)
. Incrível Rapaz que comia livros, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. Coração e a Garrafa, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)
. Livro Negro das Cores, Rosana Faría & Menena Cottin (Bruaá)


NÃO-FICÇÃO

. EN2, João Catarino (Livraria Fernando Machado)
. 2780 - Cozinha Experimental, AAVV (Bertrand)
. Amor e Sexo no Tempo de Salazar, Isabel Freire (a esfera dos livros)
. Rua da Estrada, AAVV (Dafne)
. A Arte de dar Peidos, Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut (Orfeu Negro)

TOP 5 - MÊS DE DEZEMBRO

LITERATURA

. Anda cá que eu já te conto, AAVV (Boca)
. Bocage - Antologia Poética, Bocage (Faktoria K de Livros)
. Florbela Espanca - Antologia Poética, Florbela Espanca (Faktoria K de Livros)
. Marina, Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
. Novas Cartas Portuguesas, AAVV (D. Quixote)

LITERATURA INFANTIL

. Bichos Bichinhos e Bicharocos, AAVV (Althum)
. Animalário Universal do Professor Revillod, (Orfeu Negro)
. Era uma vez uma velhinha, Holmes Jeremy (Dinalivro)
. Popville, Louis Rigaud & Anouck Boisrobert (Bruaá)
. Incrível Rapaz que comia livros, Oliver Jeffers (Orfeu Negro)


NÃO-FICÇÃO

. EN2, João Catarino (Livraria Fernando Machado)
. A Arte de dar Peidos, Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut (Orfeu Negro)
. 99 clássicos de cinema para pessoas com pressa, Henrik Lange (Presença)
. Todas as Canções, Zeca Afonso (Assírio & Alvim)
. 2780 - Cozinha Experimental, AAVV (Bertrand)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FIM DE ANO 2010

FESTA DE FIM DE ANO NA LER DEVAGAR (LX FACTORY)

Jantar e música, a partir das 20:30h até às 4:00h

DJs: Alexandre Barbosa e Pull


Ementa do jantar (serviço do café Malaca Too, no r/c)

Boas-vindas: Cocktail “Selamat Datang” (Boas vindas em Malaio)

Sopa: Sopa de caranguejo com ovos

Entrada: Salada de manga de Palma, tamarindo e caju

Prato: Bacalhau em posta, mexilhões, vieiras e gambas tigre em molho de caril verde acompanhado de arroz de coco e legumes

ou

“Roast Duck à l’orange” com pêra asiática acompanhado de massa em molho de sésamo e soja

Sobremesa: Compota de figo quente com gelado de queijo de cabra

ou

Gelado de castanha caseiro e “marron glacê” com molho de chocolate

Café / chá

Incluído: uma taça de espumante para brindar e uma garrafa de vinho por casal

Preço: 50 euros por adulto | 25 euros por criança (menos de 12 anos)


BEBIDAS

Vinho tinto Três Bagos, Douro 2007

Vinho branco Três Bagos, Douro 2009

Espumante Murganheira Super Reserva Bruto

Rolha : Cobramos 7€ de rolha para champagne e espumante e 4€ para vinhos


ALTERNATIVAS

Jantar - 35 euros por pessoa, com vinho e espumante à parte (exclusiva para sócios da LER DEVAGAR, no 1.º andar)

Bar aberto (a partir das 23:00h), sem jantar - 15 euros por pessoa

Inclui: 4 bebidas, bolo rei e frutos secos

ou

Bar aberto sem limite de bebidas – 25 euros por pessoa


(Lugares limitados. Para jantar, só se aceitam reservas até ao dia 30 de Dezembro às 20H00, através do e-mail: livraria@lerdevagar.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar , ou pelo telefone 213 259 992).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

TOP 5 - MÊS DE NOVEMBRO

LITERATURA

. Novas Cartas Portuguesas, AAVV (D. Quixote)
. Sunset Park, Paul Auster (Asa)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Máquina de Fazer Espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Marina, Carlos Ruiz Zafón (Planeta)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Era uma vez uma velhinha, Jeremy Holmes (Dinalivro)
. O que são o bem e o mal?, Oscar Brenifier (Dinalivro)
. Burros, AAVV (Orfeu Negro)
. Popville, Louis Rigaud & Anouck Boisrobert (Bruaá)


NÃO-FICÇÃO

. Amor e Sexo no Tempo de Salazar, Isabel Freire (a esfera dos livros)
. A Fábrica e a Rua, Sónia Ferreira (100 Luz)
. Ao princípio era eu - autobiografia, António Victorino d'Ameilda (Clube do Autor)
. O Espectador Emancipado, Jacques Rancière (Orfeu Negro)
. Sociedade do Espectáculo, Guy Debord (Ed. Antipáticas)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ao princípio era eu (23 de Novembro - 18.30)

ao princpio era eu

LIVRO | A sua genialidade, simpatia e irreverência, indissociável da bengala e do cabelo em desalinho, fazem de António Victorino d’ Almeida uma das figuras mais queridas do panorama artístico nacional. Pianista, compositor, maestro, escritor, realizador de cinema e de televisão, encenador, comunicador nato. Quem é, afinal, o homem por detrás de tantas criações?

Referência incontornável na vida cultural portuguesa, António Victorino d’ Almeida é conhecido sobretudo pela sua produção artística e literária (são muitas e variadas as suas incursões pelo mundo da música, do cinema, da literatura ou da televisão). Porém, Ao Princípio era Eu, a sua autobiografia, mais do que evocar todo esse percurso dá antes a conhecer o homem por detrás do profissional respeitado e multifacetado que é.

Mais do que revelar “o homem dos sete instrumentos”, como é conhecido, a autobiografia de António Victorino d’ Almeida mostra (em histórias e fotografias do seu álbum particular) o homem que era antes de se ter transformado naquilo que é hoje: uma das maiores figuras do panorama cultural português das últimas décadas.

A infância, a juventude, a entrada na idade adulta, as primeiras paixões, está tudo nas mais de 600 páginas, fora extratextos, de Ao Princípio era Eu.


AUTOR | António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 21 de Maio de 1940. Aluno de Campos Coelho, finalizou o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores e diplomou-se em Composição pela Escola Superior de Música da cidade de Viena.

Pianista, compositor e maestro, é ainda autor da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queirós, e realizou o filme A Culpa - primeira longa-metragem portuguesa a vencer um festival de cinema no estrangeiro (Huelva, 1980).

Como escritor, publicou, entre outros, Histórias de Lamento e Regozijo, Coca-Cola Killer, Um Caso de Biografia, Polissário, Tubarão 2000, Memória da Terra Esquecida, O Que é a Música, Toda a Música que eu Conheço (2 vols.), Os Devoradores de Livros e Músicas da Minha Vida. Escreveu, apresentou e realizou mais de uma centena de documentários culturais para a televisão, foi membro do júri do Concurso de Piano de Moscovo e é actualmente Presidente do Sindicato dos Músicos Portugueses.

sábado, 6 de novembro de 2010

A Fábrica e a Rua - a resistência operária em Almada (11 de Novembro - 21h)

*
LIVRO | A presente obra analisa formas de resistência operária feminina que decorreram no período de construção e consolidação do Estado Novo, no concelho de Almada.Nesta podemos encontrar tanto os discursos e as narrativas das mulheres operárias sobre o seu quotidiano de trabalho, como as memórias épicas das greves e das marchas da fome. A autora constrói uma visão retrospectiva sobre uma época crucial da memória operária de Almada, inscrevendo o seu trabalho num cruzamento disciplinar entre as questões de Género e os Movimentos Sociais, procurando compreender como as mulheres operárias deste período accionaram diferentes gramáticas de acção reivindicativa, escrevendo as suas práticas numa “cultura de resistência”, herdada e simultaneamente construída num contexto histórico particular.

AUTORA | Sónia Ferreira, nascida em 1976, em Lisboa, é doutorada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (2009), tendo trabalhado sobre Movimentos Sociais, Género e Memória. Integrou o Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa, sendo actualmente investigadora do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), onde tem desenvolvido investigação de pósdoutoramento na área da Antropologia dos Media e das Migrações. Leccionou na Escola de Superior de Comunicação Social (IPL) e é conferencista no Mestrado “Migrações, Inter-etnicidades e Transnacionalismos” (FCSH-UNL). É autora da obra "Mulheres de Desaparecidos" (Ela por Ela, 2003).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TOP 5 - MÊS DE OUTUBRO

LITERATURA

. Sômbolos rios que vão, António Lobo Antunes (D. Quixote)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Villa Celeste, Hélia Correia (Contraponto)
. A Biblioteca, Zoran Zivkovic (Cavalo de Ferro)
. Escritos Pornográficos, Boris Vian (Guerra & Paz)

LITERATURA INFANTIL

. Animalário Universal do Professor Revillod (Orfeu Negro)
. Contradição Humana, Afonso Cruz (Caminho)
. Os livros que devoraram o meu Pai, Afonso Cruz (Caminho)
. Contos para meninos que adormecem logo a seguir, Pinto & Chinto (Kalandraka)
. Livro dos Quintais, Isabel Minhós Martins & Bernardo Carvalho (Planeta Tangerina)

NÃO-FICÇÃO

. Festas de Inverno no Nordeste de Portugal, Paula Godinho (100 Luz)
. Revista Se... Não, AAVV (Coisas de Ler)
. O Espectador Emancipado, Jacques Rancière (Orfeu Negro)
. Porquê ler Marx hoje?, Jonathan Wolff (Cotovia)
. Olhar do Fotógrafo, Michael Freeman (Dinalivro)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Há alternativa à austeridade? (30 de Outubro - 21h)

Ciclo Outras Palavras

Há alternativa à austeridade?

com José Reis (economista e professor catedrático na Universidade de Coimbra)


Org. Fórum Manifesto

domingo, 24 de outubro de 2010

não lugar para som e corpo (30 de Outubro - 23h)

NÓS COLECTIVO apresenta:

não lugar para som e corpo

com Tizo All & Anajara Amarante (dança) | Blu Wasem (música) | Manuel Alves (invenções sonoras) & o convidado Monsieur Trinité (objectos).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Walden Pond's Monk (30 de Outubro - 21.30)

Walden Pond's Monk é o título do novo álbum de Tiago Sousa, que chegará ao mercado nacional e internacional pelas mãos da editora americana Immune Recordings, ligada a artistas como Tape e Micah Blue Smaldone, e da distribuidora Thrill Jokey Records em Março de 2011.

Inspirado na obra literária de Henry David Thoreau, autor que desmonta as vicissitudes da existência humana em plena Revolução Industrial americana, Walden Pond's Monk vem afirmar as opções estéticas e ideológicas do músico e compositor, que se cruzou recentemente com Walden ou a Vida nos Bosques e Desobediência Civil, as obras de Thoreau eternizadas como legado da sua filosofia.

O espírito contestatário presente na sua obra, que apela à liberdade, à expressão individual e ao reencontro do Homem moderno com as suas raízes ancestrais de comunhão e respeito pela natureza, exercem um enorme fascínio em Tiago Sousa. De tal modo que se concentra em compreender como poderá aplicar estas concepções ideológicas na sua expressão artística. A estética que o músico vem desenvolvendo, cristalizada em Insónia (Humming Conch, 2009) e confrontada com a obra ensaística de Henry David Thoreau encontra o meio para a sua emancipação. Prossegue assim o seu caminho numa abordagem quase-romântica, quase-impressionista, sem os formalismos da escola erudita, abraçando ao invés, agora em plena consciência, a simplicidade como fundamento da sua existência.

Com o lançamento do álbum marcado para Março de 2011 (local a anunciar), Tiago Sousa pretende iniciar um novo ciclo da sua carreira musical com Walden Pond's Monk.


TIAGO SOUSA | Tiago Sousa nasceu em 1983 numa manhã chuvosa de Outono. A sua infância é profundamente marcada pela presença da sua avó com quem aprende a tocar piano e com quem cultiva um património emocional ligado aos grandes mestres da música erudita. Com a entrada na adolescência cede ao apelo do universo do rock que o leva a criar as suas primeiras bandas.

Ao chegar ao Barreiro na primeira década do século XXI, a cidade da margem sul que o abraçou com energia criativa e uma nova cena musical, Tiago Sousa cria a netlabel Merzbau, que incentiva as primeiras aventuras musicais de nomes como Noiserv, Lobster ou B Fachada, enquanto participa como músico nas bandas Goodbye Toulouse, Jesus, the Misunderstood e Sapien Sapiens. Frequenta ainda a Escola de Jazz do Barreiro e envolve-se na produção dos festivais de música do Barreiro como o Out.fest, Barreiro Rocks e o Barreiro Outras Músicas.

Em 2006, de regresso a uma fase de busca interior pela sua identidade criativa, é mais uma vez um gesto da sua avó que marca o seu percurso: Tiago Sousa recebeu um piano vertical em sua casa. Nesse momento o músico planta as sementes de Crepúsculo, o seu primeiro álbum, editado ainda em 2006, e de Noite/Nuit, editado em 2007, ambos na Merzbau.

Os seus impulsos criativos não cessaram de se transformar em composições cada vez mais sólidas. Em 2008 surge The Western Lands, editado pela alemã Resting Bell, e em Novembro de 2009, dá a conhecer Insónia, disco editado pela também alemã Humming Conch, que marca simbolicamente a fundação da sua estética. Insónia passa por salas como a Galeria Zé Dos Bois, o Teatro Municipal Maria Matos, ou a Livraria Trama, entre outras.

The Walden Pond's Monk, disco que será lançado pela editora americana Immune Recordings em Março de 2011, representa um passo determinante na afirmação estética de Tiago Sousa, reforçada pela leitura de dois clássicos da literatura americana, Walden – Or Life in the Woods e Civil Disobidience, escritos no final do século XIX por Henry David Thoreau.

Fortemente influenciado esteticamente por compositores do período Romântico e Impressionista e ideologicamente por correntes de pensamento protagonizadas por nomes como Lao Tze, Walter Benjamin, Guy Debord ou Jacques Rancière, a sua abordagem expressa-se através de música de respiração lenta e formas simples guiada por um método espontâneo, emotivo e auto-didacta.

Tiago Sousa cruzou o mesmo palco com músicos como Shannon Wright, Vic Chesnutt ou Half Asleep, e percorreu a Europa por duas vezes para tocar nas principais cidades europeias, entre as quais Berlim, Barcelona, Bruxelas e Paris.