quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ouvir Devagar - apresentação do espaço

Uma nova Discoteca (Loja de Discos) vai abrir em Lisboa. Um espaço que pretende tornar-se no local de referência da Música Portuguesa, ou mais precisamente, da Música feita por Portugueses.

Chama-se Ouvir Devagar e vai ser apresentada no dia 28 deste mês, às 19H00 – na Ler Devagar - LX-Factory, aos Artistas e à Comunicação Social. 

Na Ouvir Devagar vai encontrar uma grande variedade de géneros, da música Popular à Erudita, antiga ou actual, incluindo Lusofonia e Proximidades.   

A sua dinâmica não tem que ver com a de uma loja convencional.

Assim, no que toca ao desenho do espaço foram convidados um arquitecto e um designer que concretizaram o conceito: um espaço expositivo onde as pessoas podem não só manusear a capa e os elementos do CD como ter a possibilidade de - sentados - a ouvir tranquilamente. Cada um dos expositores tem uma mesa de apoio com livros de referência sobre a respectiva matéria.

Dado que o espaço dispõe de uma ampla Galeria – pretende-se que nesta sejam realizados Workshops, Show cases, Lançamentos de discos e Concertos no sentido de dar a conhecer ao público e à comunicação social a discografia dos Artistas.

E conta já com uma grande adesão por parte destes!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ninguém me há-de ver chorar - 19 de Abril - 19h

(clique na imagem para ampliar)

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«Joaquín já não se pergunta o que procura em Matilda Burgos. Agora a única coisa que lhe interessa saber com certeza é o que encontrou nela. As suas escassas horas de sono são leves, gastas rapidamente, como se temesse estar a perder o tempo. Há presteza nos movimentos do seu corpo, reflexos. Mal acorda, Joaquín estica o braço para baixo do seu catre para pegar no caderno de grossas capas negras onde noite após noite transcreve algumas sombras da vida de Matilda. A sua afeção mental. A sua condição. São apontamentos escritos a toda a velocidade. Gatafunhos sem pontuação, frases entrecortadas e fragmentos organizados sem método algum que só ele será capaz de entender depois. Taquigrafia sentimental. As notas devolvem-lhe a vida de manhã, certo sobressalto que julgava totalmente perdido. Em 1908, quando Joaquín fotografou Matilda pela primeira vez, nunca imaginou que algum dia a voltaria a ver; nunca imaginou que a vida de Matilda chegaria a ser a chave da sua própria vida. (…) «O que nos aconteceu, Matilda?» O manicómio está saturado de gritos e nenhum deles é a resposta desejada.» (página 101)

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Cristina Rivera Garza nasceu em Matamoros, no México, em 1964. Doutorada em História, foi professora em várias universidades norte-americanas e, desde 1997, ensina História do México na San Diego State University. É autora de dois livros de relatos: La guerra non importa (Prémio Nacional 1987) e Ningún reloj cuenta esto, do livro de poesia La más mía e dos romances Desconocer (finalista do Premio Juan Rulfo 1994) e La cresta de Ilión. Ninguém me há de ver chorar, o seu segundo romance, mereceu os mais rasgados elogios por parte de escritores como Carlos Fuentes e prémios como o Premio Nacional de Novela, o IMPAC-Conarte-ITESM 1999 e o Sor Juana Inés de la Cruz 2001. Neste romance confluem as duas grandes paixões da autora, a literatura e a história.

sábado, 17 de março de 2012

Leitura de Poemas e Textos de Liu Xiaobo - Prémio Nobel da Paz de 2010


20 DE MARÇO (3.ª FEIRA), ÀS 21H

Esta é uma iniciativa do Festival Internacional de Literatura de Berlim, à qual se associou a Amnistia Internacional. Nela participam 145 instituições de 40países, em 105 cidades.

Estas leituras públicas têm como objetivo sensibilizar as pessoas para a situação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz de 2010, e ativista de direitos humanos, condenado a 11 anos de prisão e de Liu Xia, poetisa, sua mulher, que está em regime de prisão domiciliária desde que visitou o marido na prisão, em 8de Outubro de 2010, para lhe comunicar a atribuição do Prémio Nobel da Paz.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mikis Theodorakis - 3 de Março


Projecção dos documentários

17h-19h - The Composer of Poets and Visions

19h - Debate

20h - Jantar *

21h-23h - The Color of Freedom

(com a presença do realizador)

ENTRADA LIVRE

(os filmes foram gentilmente cedidos pelo realizador à LER DEVAGAR)



* mediante inscrição até às 24h do dia 2 de Março para o e-mail
(entrada + prato + sobremesa + bebida - 22€) 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Colectivo Poético Peixe Graúdo


O novo Colectivo Poético-Musical PEIXE GRAÚDO assume-se como um projecto inovador e audaz. Propõe uma abordagem multidisciplinar à palavra, conciliando a poesia e a prosa poética com a música. Formado por um trio de jovens performers - Ana Celeste Ferreira, Marta Bernardes e Teresa Coutinho, aposta, também em termos de repertório poético, em autores da novíssima poesia portuguesa sem esquecer os grandes mestres, como Mário Cesariny ou Herberto Hélder. Em termos musicais, o grupo de performers, acompanhadas ao piano por Ricardo Caló, atravessa fronteiras geracionais e de género: dá novas roupagens a grandes clássicos internacionais, como “Dancing Queen” dos ABBA ou “Natural Woman” de Aretha Franklin; abraça temas inesquecíveis da pop nacional, como “Las Vagas” dos GNR ou "Por quem não esqueci" dos Sétima Legião; emociona plateias com “Estranha Forma de Vida” de Amália Rodrigues e “Hallelujah” de Leonard Cohen. Talentosas tanto na palavra dita como na palavra cantada, belas e charmosas em permanente interação performática, provocam com humor, seduzem com inteligência e conduzem o público, de verso em verso, numa viagem única pela poesia e pela música.

25 de Fevereiro, pelas 22h.

ENTRADA LIVRE

sábado, 7 de janeiro de 2012

TOP 5 - Ano 2011

LITERATURA

Filho de Mil Homens, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
Casa Ancestral de L., José Gonçalves Gomes (Eucleia)
Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Morte melancólica do rapaz ostra & outras histórias, Tim Burtin (Antígona)

LITERATURA INFANTIL

Histórias do tamanho da minha altura, Joana Caldeira (Cão que Lê)
. Animalário Universal do Professor Revillod, - (Orfeu Mini)
Um, Dois, Três Maltês, Nadia Bude (A Cobra Laranja)
Caderno de pintura para aprender as cores, Pascale Estellon (Orfeu Mini)
E tu, rabiscas?, Nikalas Catlow (Gailivro)

NÃO-FICÇÃO

. Lisboa à Mesa, Miguel Pires (Planeta)
Arte de dar peidos, Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut (Orfeu Negro)
Guerreiro Verde, Filipe Garcia (Livros d’Hoje)
Feminismos - Percursos e Desafios, Manuela Tavares (Texto Editora)
Portugal, Povo de Suicidas, Miguel de Unamuno (Abismo)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Comunicado

A LER DEVAGAR informa todos os clientes e amigos/as que se encontrá encerrada para inventário entre os dias 2 e 4 de Janeiro (inclusive).

LER DEVAGAR

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Menino Triste - Punk Redux - 22 de Dezembro - 21h30

(clique na imagem para ampliar)

ENTRADA LIVRE

Punk Redux é uma home­nagem à cultura punk, um tributo às suas conquistas no domínio da criatividade e da liberdade de expressão, é uma ânsia de mudança ex­pressa através de uma valen­te biqueirada no piegas e no convencional, cujas repercus­sões se sentem ainda hoje.

Dois anos passados após a publicação de A Essência, essa viagem dividida entre Coim­bra e Veneza em busca do segredo da Arte, o Menino Triste volta para nos falar, e como de costume fazer reflectir, sobre os inícios do movimento Punk em Inglaterra. O prefácio do livro é da autoria de Soo Catwoman, um dos ícones mais marcantes de todo o movi­mento.

A história do livro parte de um pedaço de vida do seu autor que esteve em Ingla­terra em 1976 e que por acaso conheceu um punk, que viria a ser o “Punk”, ícone do movimento e amigo de Sid Vicious. Depois vêm Soo Catwoman, Susie e tantos outros que estiveram nas origens da cena punk. É com eles que o Menino Triste anda por Kin­gs Road, vai à “Sex” comprar roupas e até chega a ser convidado para tocar no “100 Club”. E assim, o livro leva-nos bem para o meio da cultura punk e fala-nos dos valores e das ideias por detrás deste movimento de contestação urbana. O punk foi muito mais do que os clichês dos cabelos em crista, das pulseiras de picos e da obscenidade. Há uma essência criadora e uma energia vital que foram esquecidos e que este livro tenta recuperar, como são o seu grito inconfor­mista, a sua luta contra o convencional e a ousadia de afirmar.

Mais uma vez, João Mascarenhas construiu uma história subtil que mistura o auto­biográfico, o factual e a ficção, fazendo do Menino Triste um dos verdadeiros prota­gonistas da história da música e da cultura punk.

Mas há mais, porque entrelaçando-se neste fio da narrativa principal, há uma reflexão sobre o Portugal de então, acabado de sair de uma ditadura que nem permitia conce­ber na imaginação, quanto mais na acção, algo próximo da contestação punk. É no cruzamento destes dois fios que surgem as reflexões e os acontecimentos mais origi­nais e provocatórios da obra e que podem ajudar a compreender o significado do 25 de Abril para as camadas mais jovens. Para os olhos mais atentos aos desenhos e à história, será possível descobrir José Mário Branco, Zeca e outros tantos como ele que fize­ram da liberdade de expressão a sua causa.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Don't ask why - João Francisco Vilhena

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO 6 DE DEZEMBRO - 19H

Trata-se de seres humanos, desprovidos de temperatura erótica, que apelam ao nosso olhar. Figuras saídas de um teatro de sombras. Criaturas vulneráveis que transmitem uma sensação de melancolia. Não perguntem porquê.

Lurdes Faria (Comissária)

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ENTRADA LIVRE

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O que vês dessa janela?

O que vês dessa janela? - 25 de Novembro - 18h30

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No mês em que se completam 9 anos sobre a mudança dos habitantes da aldeia da Luz, a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A.), através do Museu da Luz, lança um livro para os mais novos contando a história deste processo. 

A vida na antiga aldeia, os primeiros rumores sobre a construção do Alqueva, os avanços e recuos da obra, a chegada das máquinas, a demolição das antigas casas ou a subida das águas são alguns dos momentos contados nas páginas deste livro, com textos de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso. 

O livro resulta de uma encomenda do Museu da Luz à editora Planeta Tangerina e procura descrever a aventura vivida por toda a comunidade —  os medos, as incertezas, a dificuldade em abandonar a aldeia antiga e também a esperança trazida pela água da barragem — antes, durante e depois do fecho das comportas. 

O livro será oferecido às crianças da aldeia da Luz  (grande parte delas já nascidas após a mudança para a nova aldeia), mas a ideia é que chegue também a todas as outras crianças. Passados quase 10 anos desde a submersão da antiga Luz é muito provável que grande parte delas nunca tenha ouvido falar desta história que emocionou o país e levou muitos turistas à região, para ver a aldeia que seria engolida pelas águas.

ENTRADA LIVRE

sábado, 12 de novembro de 2011

Estórias de amor para meninos de cor - 17 de Novembro - 21h30


Apresentação do livro Estórias de amor para meninos de cor, de Kalaf Angelo, ed. Caminho

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Gosto do risco que correm os que acreditam na construções das coisas belas. Gosto do tempo que dedicam À procura da subtileza e da melodia das palavras simples, palavras que estão na boca de todos mas que, quando reveladas pelas suas, parecem afectar-nos mais gravemente. Gosto do gosto luso das palavras, suas histórias sobre o amor, a perda e saudade. Gosto de verbos redondos; gosto de formas, estilos. Sotaques, erros e hesitações. Gosto da certeza frágil e da certeza exacta.

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ENTRADA LIVRE

Lisboa à Mesa - 16 de Novembro - 18h30


Apresentação do livro Lisboa à Mesa, de Miguel Pires, ed. Planeta

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Um guia para quem gosta de comer, foodies e aspirantes a tal, dirigido a um público abrangente, que se interessa por restaurantes mas que gosta também de cozinhar e de saber onde se pode comprar ingredientes e descobrir gourmandises.

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ENTRADA LIVRE

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TOP 5 - Mês de Outubro

LITERATURA

Gabriel, Amélia Vieira (Cavalo de Ferro)
O Retorno, Dulce Maria Cardoso (Tinta da China)
Um enlace feliz, Alberto Pimenta (Destinos)
. Filho de mil homens, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
Comissão de Lágrimas, António Lobo Antunes (Dom Quixote)

LITERATURA INFANTIL

Animalário Universal do Professor Revillod, - (Orfeu Mini)
Um, Dois, Três Maltês, Nadia Bude (A Cobra Laranja)
Esta é a tua história, Annelore Parot (Presença)
Caderno de pintura para aprender as cores, Pascale Estellon (Orfeu Mini)
E tu, rabiscas?, Nikalas Catlow (Gailivro)

NÃO-FICÇÃO

Guerreiro Verde, Filipe Garcia (Livros d’Hoje)
Portugal, Povo de Suicidas, Miguel de Unamuno (Abismo)
Loucos pela Índia, Régis Airault (Via Óptima)
2780 - Taberna, AAVV (Bertrand)
Caminhar Caminhando, Lao Tse (Relógio d’Água)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Meu Tio o Jaguar

21 OUTUBRO - 18 DEZEMBRO
SEXTAS & SÁBADOS - 21H30 - DOMINGOS - 19H30
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Meu Tio o Jaguar

Guimarães Rosa (autoria) | Jorge Listopad (encenação) | José Artur Pestana(interpretação)

DURAÇÃO APROX. 1H45 - MAIORES 12 ANOS

RESERVAS 213 259 992
BILHETES NORMAL 12€* | ESTUDANTE, +65, -30 - 6€*

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Pela primeira vez em Portugal na cena teatral, um texto completamente fora dos códigos estabelecidos – Meu Tio o Iauaretê / Meu Tio o Jaguar – de umdos maiores escritores brasileiros do século XX, João Guimarães Rosa.

Mas também fora de Portugal, excepto no Brasil, esta prosa, este conto dramático, nunca foi realizado como peça teatral mas, apenas radiofonicamente. Assim, de certo modo, trata-se de uma estreia mundial.

Constituído por um monólogo a duas vozes, com muitos presentes e ausentes, de um caçador de onças-jaguar que, numa metamorfose quase feita diante dos olhos dos espectadores, se transforma, pela solidão, melancolia aguda e alegria quase grotesca, em jaguar, o seu bicho mais amado antes de ser caçado.

Estamos perto de uma emoção algures em zonas obscuras, entre animalidade e humanidade, o nascimento de um novo sentimento; mas também não estamos longe das grandes obras épicas do autor de Grande Sertão, Veredas, aqui ainda mais fascinante pela utilização de uma nova linguagem, uma osmose do português do Brasil e de tupi, de neologismos, de gritos e de sons. Um encantamento lúcido.

Será e é um teatro diferente e raramente visto! Um mysterium!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ciclo de Conferências Olh'a Revolução


3.11 - A Revolução o que é? - Jorge Costa & José Soeiro

10.11 - ...e quem a há-de fazer? Que sujeito para a Revolução? - Bruno Peixe & Andrea Peniche

17.11 - Que partidos e/ou que momentos para a luta emancipatória? - Ana Drago & Joana  Mortágoa

24.11 - O Estado e a Revolução. Como é que isto se (des)combina? - Carlos Carujo & Miguel Cardina