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sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Sobre a balsa de Medusa - Anselm Jappe
"(...) Com efeito, derivamos para uma situação em que os humanos não são mais que «resíduos» (Zygmunt Bauman). As inúmeras pessoas que sobrevivem a vasculhar no lixo - e não só no «terceiro mundo» - mostram onde vai finalmente uma humanidade que estabeleceu como exigência suprema o processo de valorização mercantil: é a própria humanidade que se torna supérflua quando já não é necessária para a reprodução do capital-fetiche. Há uma quantidade cada vez maior de pessoas que já não «servem», nem mesmo para ser exploradas, ao mesmo tempo que lhes foram retirados todos os recursos para viver. E os que dispõem de recursos fazem frequentemente um muito mau uso deles.(...)" pp. 10-11
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Ouvir Devagar - apresentação do espaço
Uma nova Discoteca (Loja de Discos) vai abrir em Lisboa. Um
espaço que pretende tornar-se no local de referência da Música Portuguesa, ou
mais precisamente, da Música feita por Portugueses.
Chama-se Ouvir Devagar e vai ser apresentada no
dia 28 deste mês, às 19H00 – na Ler Devagar - LX-Factory, aos
Artistas e à Comunicação Social.
Na Ouvir Devagar vai encontrar uma grande
variedade de géneros, da música Popular à Erudita, antiga ou
actual, incluindo Lusofonia e Proximidades.
A sua dinâmica não tem que ver com a de uma loja
convencional.
Assim, no que toca ao desenho do espaço foram convidados um
arquitecto e um designer que concretizaram o conceito: um espaço
expositivo onde as pessoas podem não só manusear a capa e os
elementos do CD como ter a possibilidade de - sentados - a ouvir
tranquilamente. Cada um dos expositores tem uma mesa de apoio com livros de
referência sobre a respectiva matéria.
Dado que o espaço dispõe de uma ampla Galeria –
pretende-se que nesta sejam realizados Workshops, Show cases, Lançamentos
de discos e Concertos no sentido de dar a conhecer ao público e
à comunicação social a discografia dos Artistas.
E conta já com uma grande adesão por parte destes!
sexta-feira, 30 de março de 2012
Ninguém me há-de ver chorar - 19 de Abril - 19h
(clique na imagem para ampliar)
* * *
«Joaquín já não se pergunta o que procura em Matilda Burgos. Agora a única coisa que lhe interessa saber com certeza é o que encontrou nela. As suas escassas horas de sono são leves, gastas rapidamente, como se temesse estar a perder o tempo. Há presteza nos movimentos do seu corpo, reflexos. Mal acorda, Joaquín estica o braço para baixo do seu catre para pegar no caderno de grossas capas negras onde noite após noite transcreve algumas sombras da vida de Matilda. A sua afeção mental. A sua condição. São apontamentos escritos a toda a velocidade. Gatafunhos sem pontuação, frases entrecortadas e fragmentos organizados sem método algum que só ele será capaz de entender depois. Taquigrafia sentimental. As notas devolvem-lhe a vida de manhã, certo sobressalto que julgava totalmente perdido. Em 1908, quando Joaquín fotografou Matilda pela primeira vez, nunca imaginou que algum dia a voltaria a ver; nunca imaginou que a vida de Matilda chegaria a ser a chave da sua própria vida. (…) «O que nos aconteceu, Matilda?» O manicómio está saturado de gritos e nenhum deles é a resposta desejada.» (página 101)
* * *
Cristina Rivera Garza nasceu em Matamoros, no México, em 1964. Doutorada em História, foi professora em várias universidades norte-americanas e, desde 1997, ensina História do México na San Diego State University. É autora de dois livros de relatos: La guerra non importa (Prémio Nacional 1987) e Ningún reloj cuenta esto, do livro de poesia La más mía e dos romances Desconocer (finalista do Premio Juan Rulfo 1994) e La cresta de Ilión. Ninguém me há de ver chorar, o seu segundo romance, mereceu os mais rasgados elogios por parte de escritores como Carlos Fuentes e prémios como o Premio Nacional de Novela, o IMPAC-Conarte-ITESM 1999 e o Sor Juana Inés de la Cruz 2001. Neste romance confluem as duas grandes paixões da autora, a literatura e a história.
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Leitura de Poemas e Textos de Liu Xiaobo - Prémio Nobel da Paz de 2010
20 DE MARÇO (3.ª FEIRA), ÀS 21H
Esta é uma iniciativa do Festival Internacional de Literatura de Berlim, à qual se associou a Amnistia Internacional. Nela participam 145 instituições de 40países, em 105 cidades.
Estas leituras públicas têm como objetivo sensibilizar as pessoas para a situação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz de 2010, e ativista de direitos humanos, condenado a 11 anos de prisão e de Liu Xia, poetisa, sua mulher, que está em regime de prisão domiciliária desde que visitou o marido na prisão, em 8de Outubro de 2010, para lhe comunicar a atribuição do Prémio Nobel da Paz.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Mikis Theodorakis - 3 de Março
Projecção dos documentários
17h-19h - The Composer of Poets and Visions
19h - Debate
20h - Jantar *
21h-23h - The Color of Freedom
(com a presença do realizador)
ENTRADA LIVRE
(os filmes foram gentilmente cedidos pelo realizador à LER DEVAGAR)
* mediante inscrição até às 24h do dia 2 de Março para o e-mail
(entrada + prato + sobremesa + bebida - 22€)
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Colectivo Poético Peixe Graúdo
O novo Colectivo Poético-Musical PEIXE GRAÚDO assume-se como um projecto inovador e audaz. Propõe uma abordagem multidisciplinar à palavra, conciliando a poesia e a prosa poética com a música. Formado por um trio de jovens performers - Ana Celeste Ferreira, Marta Bernardes e Teresa Coutinho, aposta, também em termos de repertório poético, em autores da novíssima poesia portuguesa sem esquecer os grandes mestres, como Mário Cesariny ou Herberto Hélder. Em termos musicais, o grupo de performers, acompanhadas ao piano por Ricardo Caló, atravessa fronteiras geracionais e de género: dá novas roupagens a grandes clássicos internacionais, como “Dancing Queen” dos ABBA ou “Natural Woman” de Aretha Franklin; abraça temas inesquecíveis da pop nacional, como “Las Vagas” dos GNR ou "Por quem não esqueci" dos Sétima Legião; emociona plateias com “Estranha Forma de Vida” de Amália Rodrigues e “Hallelujah” de Leonard Cohen. Talentosas tanto na palavra dita como na palavra cantada, belas e charmosas em permanente interação performática, provocam com humor, seduzem com inteligência e conduzem o público, de verso em verso, numa viagem única pela poesia e pela música.
25 de Fevereiro, pelas 22h.
ENTRADA LIVRE
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
TOP 5 - Ano 2011
LITERATURA
. Filho de Mil Homens, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Casa Ancestral de L., José Gonçalves Gomes (Eucleia)
. Espuma dos Dias, Boris Vian (Frenesi)
. Máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Morte melancólica do rapaz ostra & outras histórias, Tim Burtin (Antígona)
. Morte melancólica do rapaz ostra & outras histórias, Tim Burtin (Antígona)
LITERATURA INFANTIL
. Histórias do tamanho da minha altura, Joana Caldeira (Cão que Lê)
. Animalário Universal do Professor Revillod, - (Orfeu Mini)
. Um, Dois, Três Maltês, Nadia Bude (A Cobra Laranja)
. Caderno de pintura para aprender as cores, Pascale Estellon (Orfeu Mini)
. E tu, rabiscas?, Nikalas Catlow (Gailivro)
NÃO-FICÇÃO
. Lisboa à Mesa, Miguel Pires (Planeta)
. Arte de dar peidos, Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut (Orfeu Negro)
. Guerreiro Verde, Filipe Garcia (Livros d’Hoje)
. Feminismos - Percursos e Desafios, Manuela Tavares (Texto Editora)
. Portugal, Povo de Suicidas, Miguel de Unamuno (Abismo)
domingo, 1 de janeiro de 2012
Comunicado
A LER DEVAGAR informa todos os clientes e amigos/as que se encontrá encerrada para inventário entre os dias 2 e 4 de Janeiro (inclusive).
LER DEVAGAR
LER DEVAGAR
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Menino Triste - Punk Redux - 22 de Dezembro - 21h30
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ENTRADA LIVRE
O Punk Redux é uma homenagem à cultura punk, um tributo às suas conquistas no domínio da criatividade e da liberdade de expressão, é uma ânsia de mudança expressa através de uma valente biqueirada no piegas e no convencional, cujas repercussões se sentem ainda hoje.
Dois anos passados após a publicação de A Essência, essa viagem dividida entre Coimbra e Veneza em busca do segredo da Arte, o Menino Triste volta para nos falar, e como de costume fazer reflectir, sobre os inícios do movimento Punk em Inglaterra. O prefácio do livro é da autoria de Soo Catwoman, um dos ícones mais marcantes de todo o movimento.
A história do livro parte de um pedaço de vida do seu autor que esteve em Inglaterra em 1976 e que por acaso conheceu um punk, que viria a ser o “Punk”, ícone do movimento e amigo de Sid Vicious. Depois vêm Soo Catwoman, Susie e tantos outros que estiveram nas origens da cena punk. É com eles que o Menino Triste anda por Kings Road, vai à “Sex” comprar roupas e até chega a ser convidado para tocar no “100 Club”. E assim, o livro leva-nos bem para o meio da cultura punk e fala-nos dos valores e das ideias por detrás deste movimento de contestação urbana. O punk foi muito mais do que os clichês dos cabelos em crista, das pulseiras de picos e da obscenidade. Há uma essência criadora e uma energia vital que foram esquecidos e que este livro tenta recuperar, como são o seu grito inconformista, a sua luta contra o convencional e a ousadia de afirmar.
Mais uma vez, João Mascarenhas construiu uma história subtil que mistura o autobiográfico, o factual e a ficção, fazendo do Menino Triste um dos verdadeiros protagonistas da história da música e da cultura punk.
Mas há mais, porque entrelaçando-se neste fio da narrativa principal, há uma reflexão sobre o Portugal de então, acabado de sair de uma ditadura que nem permitia conceber na imaginação, quanto mais na acção, algo próximo da contestação punk. É no cruzamento destes dois fios que surgem as reflexões e os acontecimentos mais originais e provocatórios da obra e que podem ajudar a compreender o significado do 25 de Abril para as camadas mais jovens. Para os olhos mais atentos aos desenhos e à história, será possível descobrir José Mário Branco, Zeca e outros tantos como ele que fizeram da liberdade de expressão a sua causa.
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Don't ask why - João Francisco Vilhena
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO 6 DE DEZEMBRO - 19H
Trata-se de seres humanos, desprovidos de temperatura erótica, que apelam ao nosso olhar. Figuras saídas de um teatro de sombras. Criaturas vulneráveis que transmitem uma sensação de melancolia. Não perguntem porquê.
Lurdes Faria (Comissária)
* * *
ENTRADA LIVRE
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O que vês dessa janela?
O que vês dessa janela? - 25 de Novembro - 18h30
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No mês em que se completam 9 anos sobre a mudança dos habitantes da aldeia da Luz, a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A.), através do Museu da Luz, lança um livro para os mais novos contando a história deste processo.
A vida na antiga aldeia, os primeiros rumores sobre a construção do Alqueva, os avanços e recuos da obra, a chegada das máquinas, a demolição das antigas casas ou a subida das águas são alguns dos momentos contados nas páginas deste livro, com textos de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso.
O livro resulta de uma encomenda do Museu da Luz à editora Planeta Tangerina e procura descrever a aventura vivida por toda a comunidade — os medos, as incertezas, a dificuldade em abandonar a aldeia antiga e também a esperança trazida pela água da barragem — antes, durante e depois do fecho das comportas.
O livro será oferecido às crianças da aldeia da Luz (grande parte delas já nascidas após a mudança para a nova aldeia), mas a ideia é que chegue também a todas as outras crianças. Passados quase 10 anos desde a submersão da antiga Luz é muito provável que grande parte delas nunca tenha ouvido falar desta história que emocionou o país e levou muitos turistas à região, para ver a aldeia que seria engolida pelas águas.
ENTRADA LIVRE
domingo, 20 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Estórias de amor para meninos de cor - 17 de Novembro - 21h30
Apresentação do livro Estórias de amor para meninos de cor, de Kalaf Angelo, ed. Caminho
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Gosto do risco que correm os que acreditam na construções das coisas belas. Gosto do tempo que dedicam À procura da subtileza e da melodia das palavras simples, palavras que estão na boca de todos mas que, quando reveladas pelas suas, parecem afectar-nos mais gravemente. Gosto do gosto luso das palavras, suas histórias sobre o amor, a perda e saudade. Gosto de verbos redondos; gosto de formas, estilos. Sotaques, erros e hesitações. Gosto da certeza frágil e da certeza exacta.
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ENTRADA LIVRE
Lisboa à Mesa - 16 de Novembro - 18h30
Apresentação do livro Lisboa à Mesa, de Miguel Pires, ed. Planeta
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Um guia para quem gosta de comer, foodies e aspirantes a tal, dirigido a um público abrangente, que se interessa por restaurantes mas que gosta também de cozinhar e de saber onde se pode comprar ingredientes e descobrir gourmandises.
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ENTRADA LIVRE
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
TOP 5 - Mês de Outubro
LITERATURA
. Gabriel, Amélia Vieira (Cavalo de Ferro)
. O Retorno, Dulce Maria Cardoso (Tinta da China)
. Um enlace feliz, Alberto Pimenta (Destinos)
. Filho de mil homens, Valter Hugo Mãe (Alfaguara)
. Comissão de Lágrimas, António Lobo Antunes (Dom Quixote)
LITERATURA INFANTIL
. Animalário Universal do Professor Revillod, - (Orfeu Mini)
. Um, Dois, Três Maltês, Nadia Bude (A Cobra Laranja)
. Esta é a tua história, Annelore Parot (Presença)
. Caderno de pintura para aprender as cores, Pascale Estellon (Orfeu Mini)
. E tu, rabiscas?, Nikalas Catlow (Gailivro)
NÃO-FICÇÃO
. Guerreiro Verde, Filipe Garcia (Livros d’Hoje)
. Portugal, Povo de Suicidas, Miguel de Unamuno (Abismo)
. Loucos pela Índia, Régis Airault (Via Óptima)
. 2780 - Taberna, AAVV (Bertrand)
. Caminhar Caminhando, Lao Tse (Relógio d’Água)
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